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The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
599 NOP QRS RTPUVWV TPXV Y PZO[WV \P]^ _[`UP`V[`R aRbPcRO WP Y P[`SU ObV dor fortíssima, que tinha a sua localização na perna direita, estendendo- -se desde o quadril até ao joelho. Por vezes a violência da dor atingia o paroxismo, tornando-se insuportável. Só conseguia sossegar à força de injeções. Havia épocas em que não dormia durante noites consecutivas. A perna estava sempre encolhida e dobrada. Eram-lhe aplicadas extensões de ligaduras e gessadas. A febre era constante, mas não muito alta. Definhava e emagrecia de dia para dia. O apetite desapareceu. Foram- -lhe receitados vários tónicos – glicerofosfato de cal, xarope iodotânico e estriquinina, e injeções de diversas espécies – arrenhal, cocodilato e dinamol. A sua doença foi diagnosticada de coxalgia, proveniente de uma queda que a enferma dera, quando ainda criança, de um quarto para um terceiro andar pela escada. Quando sucedeu esse desastre contava onze anos. Ficara apenas com a perna magoada e cheia de nódoas negras, que depressa se desvaneceram sem deixarem vestígios de lesão interna. Os médicos eram de parecer que a ação do clorofórmio e do éter, com que foi anestesiada por ocasião das operações tinha posto a descoberto a doença latente. [DCF, III-2, Doc. 480] VIA DOLOROSA Antes da segunda operação as dores não eram tão fortes, e a doente podia andar, embora com muita dificuldade. Morava então na Rua de Passos Manuel, próximo do Largo de Santa Bárbara. Ficava a duzentos passos do hospital. Conservou-se em observação e tratamento durante um ano, estando ora três meses no hospital, ora seis meses em casa. Quando estava em casa, ia ao hospital fazer o tratamento, apoiando- -se a uma sombrinha. Teve de internar-se no hospital umas cinco vezes, indo ora de trem, ora em maca. Depois de dois anos e meio de tratamento, no dia um de novembro de 1916, por conselho dos médicos, saíu do hospital de D. Estefânia para o Sanatório do Outão, na esperança de que o ar do mar trouxesse algum lenitivo aos seus padecimentos. Foi transportada até ao Terreiro do Paço num automóvel da Cruz Vermelha. Passaram-na ao colo para o vapor que fez a travessia do Tejo. Do Barreiro foi levada nas mesmas condições para o comboio, em que seguiu para Setúbal. Ali aguardava-a um automóvel, que a conduziu ao Sanatório. Os episódios maravilhosos de Fátima
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