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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

598 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
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Novas. Sofria, havia doze anos, duma faringite crónica, rebelde a todo
o tratamento. Os médicos eram de opinião que nunca se curaria
radicalmente. Em treze de outubro de 1917 tinha vindo à Fátima e
presenciado o estupendo fenómeno solar. Em novembro desse mesmo
ano fez a promessa de ir à Fátima agradecer a Nossa Senhora a sua
cura, se ela se dignasse alcançar-lhe essa graça, por que tanto suspirava.
A partir dessa data, apesar de não fazer nenhum tratamento, foi
melhorando pouco a pouco e, passado um ano, em novembro de 1918,
achou-se completamente curado.
[48] SANGUE RUIM!
Um grupo interessante de quatro pessoas uma senhora e três meninas,
– chama a atenção dos circunstantes. Vêm agradecer a Nossa Senhora
a cura, de que uma delas foi objeto. São mãe, duas filhas e uma afilhada.
Residem em Lisboa na R. de D. Estefânia, nº 115, 3º. A mãe chama-
-se D. Amélia Júlia dos Santos, viúva de Carlos Alberto dos Santos.
Uma das filhas, a mais velha, é a protagonista deste comovente episódio.
O seu nome é Maria Manuel dos Santos e tem 25 anos de idade. Esteve
quatro anos como aluna no Colégio de S. Pedro de Alcântara, tendo
entrado em 1910 e saído em 1914. Pertence a uma família rudemente
provada pelo sofrimento.
Muitos parentes próximos têm morrido tuberculosos, entre eles um
irmão com seis anos de idade. O pai morreu louco e um irmão
enlouqueceu há meses, encontrando-se atualmente no hospital dos irmãos
de S. João de Deus, no Telhal.
Concluídos os estudos saiu do Colégio e foi para o Alentejo,
estabelecendo-se como professora particular em Arraiolos, onde chegou
a catorze de outubro de 1914. Poucos dias depois foi acometida dum
ataque de apendicite, tendo retirado para Lisboa por conselho do médico
a vinte e quatro do mesmo mês. Em novembro do ano seguinte sofreu
um segundo ataque, e um terceiro em março. A vinte e oito de maio
entrou para o hospital de D. Estefânia, afim de ser operada. A operação
teve lugar a onze de junho e foi feita pelos drs. Monjardim, Pinto Coelho
e Medeiros. No fim do mês, a vinte e oito, saiu do hospital, sendo
conduzida num trem a sua casa. Esteve pouco mais dum mês em casa,
voltando de novo para o hospital, a quinze de agosto porque o seu
estado de saúde se agravara. Ali esteve até agosto de novembro, dia em

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