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The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
486 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) a )*+ *,-. a. * . a / 0 a ,12 a34 15 . */ 2 a)a6/ * . 1 7 -,8a 8*92 1 * / a9:0; 9*1 avança sobre a terra ameaçando esmagar-nos com o peso da sua ígnea e ingente mó. São segundos de impressão terrífica. Durante o acidente solar que detalhadamente tenho vindo a descrever, houve na atmosfera coloridos cambiantes. Não posso precisar bem a ocasião, porque já lá vão dois meses passados e eu não tomei notas. Lembra-me que não foi logo no princípio e antes creio que foi para o fim. Estando a fixar o sol, notei que tudo escurecia à minha volta. Olhei o que estava perto e alonguei a vista para o largo até ao extremo horizonte e vi tudo cor de ametista. Os objetos, o céu e a camada atmosférica tinham a mesma cor. Uma carvalheira arroxeada, que se erguia na minha frente, lançava sobre a terra uma sombra carregada. Receando ter sofrido uma reação da retina, hipótese pouco provável, porque, dado este caso, não devia ver as coisas em roxo, voltei-me, cerrei as pálpebras e retive-as com as mãos para intercetar toda a luz. Ainda de costas abri os olhos e reconheci que, como antes, a paisagem e o ar continuavam da mesma cor roxa. A impressão que se tinha não era de eclipse. Vi um eclipse do sol, que em Viseu onde estava, foi total. À medida que a lua marcha a esconder o sol, a luz vai-se acinzentando até que tudo se torna baço e negro. A vista alcança um pequeno círculo, para lá do qual os objetos se vão ornando cada vez mais confusos até que se perdem no negrume. Baixa a temperatura consideravelmente e dir-se-á que a vida da terra se extinguiu. Em Fátima, a atmosfera, embora roxa, permaneceu transparente até [44] aos confins do horizonte que se distingue e vê claramente, e eu não tive a sensação de uma paragem na energia universal. Continuando a olhar o sol, reparei que o ambiente tinha aclarado. Logo depois ouvi um campónio que cerca de mim estava a dizer com voz de pasmo: “esta senhora está amarela!”. De facto tudo agora mudara, perto e distante, tomando a cor de velhos damascos amarelos. As pessoas pareciam doentias e com icterícia. Sorri-me de as achar francamente feias e desairosas. Ouviram-se risos. A minha mão tinha o mesmo tom amarelo. Dias depois fiz a experiência de fixar o sol uns breves instantes. Retirada a vista, vi, após alguns momentos, manchas amarelas, e regulares na forma. Não se vê tudo de uma cor uniforme, como se no ar se tivesse volatilizado um topázio, mas nódoas ou malhas que com o movimento do olhar se deslocam. Todos estes fenómenos que citei e descrevi observei-os eu sossegada e serenamente sem uma emoção ou sobressalto. A outros cumpre explicá-los ou interpretá-los. Para terminar, devo fazer a afirrmação de nunca nem antes nem depois do dia treze de Outubro, vi iguais fenómenos solares ou atmosféricos”. O distinto
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