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The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
485 sss !s s "s ! " #$"s %" &! !"'( ! terra, feixes de luz dum efeito surpreendente. Esse espetáculo sublime e incomparável, que se repetiu por três vezes distintas, durou quase dez minutos. A multidão imensa, rendida perante a evidência de tamanho prodígio, prostrou-se de joelhos, o Credo, a Avé-Maria e o ato de contrição irromperam de todas as bocas e as lágrimas, lágrimas de alegria, de gratidão ou de arrependimento, marejaram todos os olhos. O dr. José Maria Proença de Almeida Garret, outra testemunha ocular, descreve assim o fenómeno, [43] pág. vinte e dois e pág. vinte e quatro dos “Episódios Maravilhosos de Fátima”: “O sol momentos antes tinha rompido ovante a densa camada de nuvens que o tivera escondido, para brilhar clara e intensamente. Voltei-me para este íman que atraía todos os olhares e pude vê-lo semelhante a um disco de bordo nítido e aresta viva, luminosa e luzente, mas sem magoar. Não me pareceu bem a comparação, que ainda em Fátima ouvi fazer, de um disco de prata fosca. Era uma cor mais clara, ativa e rica, e com cambiantes, tendo como que o oriente de uma pérola. Em nada se assemelhava à lua em noite transparente e pura, porque se via e sentia-se ser um astro vivo. Não era, como a lua, esférica, não tinha a mesma tonalidade nem os claros-escuros. Parecia um rodela brunida cortada no nácar duma concha. Isto não é uma comparação banal de poesia barata. Os meus olhos viram assim. Também se não confundia com o sol encarado através de nevoeiro (que aliás não havia aquele tempo), porque não era opaco, difuso e velado. Em Fátima tinha luz e calor e desenhava-se nítido e com a borda cortada em aresta, como uma tábula de jogo. A abóbada celeste estava enevoada de cirros leves, tendo frestas de azul aqui e acolá, mas o sol algumas vezes se destacou em rasgões de céu limpo. As nuvens que corriam ligeiras de poente para oriente não empanavam a luz (que não feria) do sol dando a impressão facilmente compreensível e explicável de passar por detrás, mas por vezes esses flocos que vinham brancos, pareciam tomar, deslizando ante o sol, uma tonalidade rosa ou azul diáfana. Maravilhoso é que, durante longo tempo se pudesse fixar o astro labareda de luz e brasa de calor, sem uma dor nos olhos e sem deslumbramento na retina que cegasse. Este fenómeno com duas breves interrupções, em que o sol bravio arremessou os seus raios mais coruscantes e refulgentes, e que obrigaram a desviar o olhar, devia ter durado cerca de [43v] dez minutos. Este disco nacarado tinha a vertigem do movimento. Não era a cintilação dum astro em plena vida. Girava sobre si mesmo numa velocidade arrebatada. De repente, ouve-se um clamor, como que um grito de angústia de todo aquele povo. O sol, conservando Doc. 120 1930-04-13
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