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The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
442 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) óôõö÷ôøù úûûúû ü÷ýûõþÿû nú ÿöüô ù öýõÿû nÿû öôýû ûú õÿ÷óô÷ô ôýû tarde grandes devotos de Nossa Senhora de Fátima e apóstolos ardorosos do seu culto. Atitude dos pais de Lúcia de Jesus Maria Rosa dos Santos, mãe de Lúcia de Jesus, era, à data das aparições, casada com António dos Santos ou António dos Santos Abóbora, de quem enviuvou um ano depois12. Tinha então quarenta e oito anos de idade. Além da Lúcia, possuía mais quatro filhas e um filho todos mais velhos do que a vidente. Os pais da Lúcia eram de condição humilde, mas não absolutamente pobres. Possuíam algumas terras, que cultivavam e cujos rendimento bastavam para os sustentar a si próprios e a seus filhos. E, se não viviam com mais desafogo, era por causa do pai, que se descuidava muitas vezes do amanho das suas propriedades. O local da Cova da Iria, onde se verificaram as aparições, pertencia a um irmão da Lúcia, que havia regressado do Brasil pouco tempo antes da primeira aparição. Um dia, por ocasião duma das aparições, o pai da Lúcia, contrariado com a ida de tão grande multidão àquele lugar, onde poderia causar prejuízos nas sementeiras e nos frutos, envidou, aliás sem resultado, os maiores esforços para impedir o concurso de povo. Um ano depois falecia vítima duma congestão cerebral, sem nunca ter manifestado o mínimo entusiasmo pelos estranhos sucessos da Cova da Iria e sem crer sequer na missão sobrenatural de sua filha. A mãe da Lúcia é uma mulher de arreigados sentimentos religiosos e piedosa, como o são as mulheres do campo, que vivem entregues aos trabalhos agrícolas, longe da igreja paroquial, de maneira [13v] que não podem frequentar assiduamente os atos do culto e os sacramentos da confissão e comunhão. Tipo da mulher cristã e da boa dona de casa, entregue às lides domésticas, procurou sempre inspirar aos filhos o santo temor de Deus e levá-los ao cumprimento de todos os seus deveres morais e religiosos. Dotada dum bom senso fora do vulgar e duma prudência e dum tato extraordinário, preocupavam-na altamente os sucessos que atraíam a todo o momento as atenções de milhares de pessoas para a sua pobre habitação, até havia pouco tempo ignorada do mundo e notava-se desde logo que o seu espírito hesitava, numa ansiedade inquieta, entre a esperança de que sua filha fosse realmente privilegiada 12 Cf. nota 2.
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