Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
441 Þß àáâãäå äæçååáäà ä èéêáàäë ìäåä çí äîáàäáí ïðß çí êåäîíìçåêäñäà äêò ali, e para atender os pedidos de inúmeros fiéis que mais tarde de toda a parte solicitavam continuamente remessas de água por mera devoção ou para a cura de enfermidades próprias ou alheias, era absolutamente necessário que na Cova da Iria houvesse água e água com abundância. Mas num raio de muitos quilómetros não aparece água na Fátima senão em pequena quantidade proveniente da chuva e recolhida em lagoas, poços e cisternas. Por isso uma comissão de habitantes daquela povoação tomou a iniciativa de mandar proceder a sondagens nos terrenos adjacentes à capela comemorativa das aparições. A primeira sondagem foi feita em nove de novembro de mil novecentos e vinte e um, depois da primeira missa campal, a dis-[12v]tância de quarenta metros da capela. Tendo começado os trabalhos de manhã, ao meio- -dia já todos os operários saciavam a sede com a água que jorrou abundante da rocha viva. Nos últimos meses de verão a água quase desapareceu, depois que recomeçaram os trabalhos destinados a tornar maior a capacidade do poço, vendo-se apenas lacrimejar uma das paredes. Em princípios de novembro de mil novecentos e vinte e dois, concluídas as obras do primeiro poço, que tem agora muitos metros de profundidade, a água límpida da nascente, rebentando com força, em seguida às primeiras chuvas do outono, encheu totalmente o vasto reservatório, como tiveram ocasião de ver os numerosos fiéis que em treze desse mês visitaram o lugar das aparições. Nos últimos anos, por ordem da autoridade eclesiástica, foram abertos mais dois poços, um de cada lado do poço primitivo, os quais fornecem água abundante que chega para satisfazer a sede dos peregrinos e as exigências da sua devoção, para as obras que incessantemente se estão realizando no local das aparições, para as necessidades da população, já numerosa, da povoação da Cova da Iria e até para ser expedida em latas para muitas terras de Portugal e do estrangeiro. Coisa singular! O segundo poço, mais largo e mais fundo que o primeiro, foi mandado fazer para receber as águas que no inverno transbordavam, como era costume, do poço primitivo. Logo que ficou concluído, a meia altura e no fundo, jorrou água em tanta quantidade que o encheu por completo dentro de poucas horas. Nos primeiros tempos após as aparições, muitas pessoas que não acreditavam na sobrenaturalidade dos acontecimentos maravilhosos, e entre elas alguns sacerdotes, protestavam que só acreditariam se, naquele terreno árido e estéril, aparecesse água, como apareceu em [13] Lourdes, junto do rochedo de Massabielle. A realização daquilo que reputavam impossível abalou profundamente, como era Doc. 120 1930-04-13
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