Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
18 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) m$%&')*+$,-)* ./) *0 1)%2+$m '$%$+&*m2 ) )m %$1$ 1&3%&'&4$m $ 5)6789&4$ nas suas leis fundamentais” (doc. 62, p. 228). Os obstáculos eram interpretados por aqueles que os promoviam como expressão da vitória da modernidade sobre o obscurantismo que atentava contra o ideário subscrito pela república (doc. 56, p. 216). Corolário deste ambiente hostil foi a explosão de uma bomba na capela na madrugada de 6 de março de 1922 (doc. 66-67, p. 237-239). Os obstáculos continuariam ainda nos anos seguintes (doc. 74-75, p. 279-280; doc. 81, p. 316). Se na Câmara dos Deputados, o católico António Lino Neto erguia a sua voz a pedir esclarecimentos (doc. 76, p. 281-282), no Senado será Dias de Andrade a replicar à tentativa de Ramos de Miranda incluir os milagres no reduto da superstição (doc. 77, p. 283-286). Nas invetivas de um folheto da época, subscrito por um dito Grupo Anticlerical, “o Milagre de Fátima […] é uma ridícula mentira, é uma comédia, não é religioso” (doc. 78, p. 289). A adversidade também é contada nalgumas cartas de 1929, escritas em resposta ao P. José Galamba de Oliveira (doc. 110, p. 401-402; doc. 112, p. 405-406; doc. 114, p. 409-412). 3.5 - A doença e a morte dos videntes Francisco e Jacinta também comparecem na documentação publicada. À morte de Francisco em 4 de abril de 1919 se refere um aditamento do pároco de Fátima ao termo de encerramento do processo paroquial (doc. 44, p. 198). Mais abundantes são as informações acerca de Jacinta, a propósito dos cuidados com o internamento hospitalar em Lisboa e, posteriormente, com o seu funeral (doc. 48, 50-52, p. 203,206-209). À doença e à morte de ambos alude ainda com detalhe Manuel Nunes Formigão (doc. 53, p. 210-212). Restava agora Lúcia para testemunhar as aparições. Já no Asilo de Vilar, no Porto, a cargo das irmãs doroteias, escreverá, em janeiro de 1922, a pedido do confessor, o seu primeiro relato (doc. 65, p. 232-236). Em julho de 1924, também no Porto, será interrogada oficialmente no âmbito do processo canônico (doc. 82, p. 317-324). A partir de 1926, o volume inclui alguma correspondência de Lúcia, escrita a partir das comunidades das irmãs doroteias de Pontevedra e Tuy, por onde sucessivamente passou, sobre a devoção dos cinco primeiros sábados em reparação das ofensas ao Imaculado Coração de Maria, núcleo da aparição de 10 de dezembro de 1925. Segundo o relato de Lúcia, transcrito pelo P. José Aparício da Silva, Nossa Senhora, referindo encontrar-se o seu “coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos me cravam com blasfémias e ingratidões”, prometeu a assistência na hora da morte a “todos aqueles
Document, cited by the archive. The PDF is mirrored here; the original link is above. 653 pages are in the text index: search them above, or from the library's search.