Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
173 ÿ – Tu vais. – E a minha prima? – Vai. – E o meu primo? – Esse ainda há de rezar as contas dele... – Dito isto que a Senhora se começou a elevar, no ar, seguindo para o nascente até desaparecer. A visão Disse a Lúcia que a Senhora, que ela e seus primos viram, tinha um pouco mais ou menos de um metro de altura e vinha vestida de branco. A saia era branca e dourada aos cordõezinhos ao comprido e a atravessar e era curta, isto é não descia até aos pés. O casaco era branco não dourado. Manto branco, que ia da cabeça até à orla da saia, dourado aos cordõezinhos de alto a baixo e a atravessar, nas orlas o ouro era mais junto. O casaco tinha dois ou três cordõezinhos dourados nos punhos. Não tinha cinto, fita, faixa à cintura. Tinha as mão postas, um pouco acima da cintura e delas pendia um terço branco. Todas as vezes que falava, separava as mãos, pouco mais ou menos, à distância dos ombros. Tinha os olhos pretos, e era tão linda no rosto, como nunca tinha visto Senhora alguma. Quase a cegava a sua beleza, e nunca se cansava de olhar para Ela. Parecia-lhe que tinha meias brancas, não douradas, mas que não dava a certeza porque para pouco mais olhava do que para o rosto. Até mesmo em uma ocasião na minha presença, estando também a Jacinta, ela volta-se para esta e pergunta-lhe se Ela trazia meias, porque não tinha reparado. Segunda Aparição a 13 de junho Logo após o dia treze de junho comparece na minha presença e residência paroquial, a menina Lúcia acompanhada de sua mãe. Procedi ao interrogatório da Lúcia, a qual me disse que no dia treze do corrente mês de junho, por cerca da uma hora da tarde, se dirigiu com seus primos Francisco e Jacinta para a Cova da Iria. Chegados lá, rezou o terço, com as pessoas que estavam presentes. Terminado o terço, iam as pessoas para rezar a Ladainha, e ela, que já tinha visto o relâmpago, lhes disse: não comecem que já não têm tempo. Que vai mais para o pé da carrasqueira e vê chegar a Senhora, vindo do nascente. E lhe pergunta: Doc. 36 1918-08-06
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