Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Vitoria”12 pages
91 õö÷ øù÷úöûüýúüþ ýü÷÷ü ûÿûüýúÿ ÿùM ûÿ÷ ùû üýÿûü ÷ù÷÷ùÿþ ùü a todos nos fez voltar, e foi-nos dado então, o presenciar a mais comovente manifestação de fé a que jamais tínhamos assistido. O povo caindo todo de joelhos de mãos e olhos erguidos ao Céu implorava Deus e a Virgem; os homens, e era deles a maioria, descobertos, de joelhos em terra, deixavam correr livremente as lágrimas. Era realmente impressionante. Todos olhavam para o Céu, que, uma ligeira nuvem, como que uma finíssima renda branca, em sítios rosada, cobria. O sol, que por um instante se escondeu de todo, deixou-nos alumiados por uma luz esquisita, notando-se umas manchas amarelas no chão e sobre nós todos, e uma grande baixa de temperatura como sucede quando há um eclipse de sol. Alguém diz: “Olhem o nevoeiro em volta da carrasqueira!” Olhámos e efetivamente ele lá estava. Era realmente um nevoeiro? Era fumo? Era pó?... Poderia ser qualquer destas coisas, mas a mim mais me parecia fumo que, saindo como que de um perfumador se levantasse do chão em leves espirais e se desfizesse logo em volta do arbusto. Alguns, diziam ser pó, que uma leve brisa levantava, mas como explicar que a brisa só soprasse naquele sítio, e que assim sucedesse sempre no dia 13 de cada mês?! ... Nessa altura já o sol tinha retomado todo o seu antigo brilho. De súbito um homem das Lapas (lugar não longe de Torres Novas) que ali tinha ido só para satisfazer a mulher, e que não acreditava na possibilidade do milagre, grita banhado em lágrimas: “Eu vejo, eu vejo a Senhora!!! Olhem, nesta direção entre aquelas duas nuvens, não a veem?” Todos olhámos na direção indicada mas... nenhum de nós viu mais do que as nuvens. No entanto o homem cheio de fé dizia: “Prendam-me se quiserem, mas hei de sempre dizer o que vi”! A mulher, não viu nada, mas estava radiante por ter sido o marido quem tinha visto, pois que não acreditava; ela acreditava, não precisava ver. Veria realmente este homem alguma coisa, ou seria mera sugestão? – Não era nem um velho, nem uma criança, era um homem, dos seus quarenta anos, estava portanto em toda a força da vida e por isso talvez menos apto a ser sugestionado. Não era um ateu, pois que tinha vindo da sua casa ao Bairro, lugar ali perto, para ouvir um sermão, mas era um incrédulo do milagre. Mais pessoas do povo diziam ter visto, mas o que viam? Não sei, mas daqueles com quem falei o que mais me impressionou foi o homem das Lapas. Fui para a Fátima sem ter a presunção de ver Nossa Senhora, embora acreditasse que Ela poderia bem mostrar-se às crianças, e às almas Doc. 17 1917-10-p.19
Document, cited by the archive. The PDF is mirrored here; the original link is under it. 653 pages are in the text index: search them above, or from the library's search.