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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

  • p. 25 …Do Brasil, chega a notícia da inauguração, em 1930, de uma imagem no Rio de Janeiro…
  • p. 367 …2 Nasceu no Rio de Janeiro, a 18 de dezembro de 1870. Entrou na Companhia de…
  • p. 417 …de Santo Cristo dos Milagres, no Rio de Janeiro data de redação: 4 de janeiro de…
  • p. 418 …Antes de ser enviada para o Rio de Janeiro, foi benzida pelo Senhor Bispo de Leiria…
  • p. 419 …Joaquim Arcoverde, atual cardeal, então arcebispo Metropolitano de S. Sebastião do Rio de Janeiro, sendo para…
  • p. 628 …Igreja de Santo André (Estremoz) 562 Igreja de Santo Cristo dos Milagres (Rio de Janeiro) 415…
  • p. 637 …158 Rio de Janeiro 365, 415, 416 RITO, Faustino de Oliveira 264 RITO, José de Oliveira…
  • p. 639 …Pedro de Muel 426 São Salvador (Viseu) 126 São Sebastião do Rio de Janeiro 417 São…
612 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
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e venerada em espírito, sem nenhuma dessas exibições espetaculosas e
barulhentas de arraial.
Oração comunhão e penitência.
Isto e só isto, é o que ela quer!
Fazendo a proibição as autoridades satisfazem inconscientemente os
desejos da Senhora!
CHUVA E PEIXE ESPADA
A chuva caía agora a potes outra vez...
E todos procuravam refugiar-se ou debaixo dos carros, ou debaixo
do alpendre que na Igreja o apertão era já enorme.
Nisto vejo eu a guarda republicana de espadas desembaínhadas
descarregando pranchada a torto e a direito nalguns pacíficos camponeses
que de guarda chuva aberto olhavam melancolicamente para aquilo tudo...
e que surpreendidos da agressão inesperada, desatavam a correr sem
saber por que eram agredidos .
Alguém se dirige aos guardas a indagar do que se trata... Queixam-
-se de que um homem do povo, querendo passar à força e, como o
impedissem disso, os ameaçava, e daí aquele alvoroto em que pagava o
justo pelo pecador, como sucede quase sempre.
Explicado o caso e restabelecida a tranquilidade, converso com alguns
camponeses a quem prudentemente aconselho que se abstenham de
passar, visto que é mais meritória a obediência a ordens mesmo injustas
desde que não ofendam a nossa consciência do que a resistência
temerária.
Um dos guardas republicanos, diz-me então num assomo de
sinceridade:
– Se o senhor soubesse o que me custa estar aqui!
Cumpro ordens e cumpro-as à risca: mas creia que cá por dentro,
tudo isto me revolta!
Eu sou religioso, senhor, e não compreendo que uti-[66] lidade haja
em estar a proibir essa pobre gente de ir rezar lá baixo!... Isto até dá
vontade de chorar!...
– Tenho uma irmã que foi à Senhora de Fátima, que lhe salvou a
vida!
E de facto, pela cara tisnada do pobre guarda que ali estava cumprindo
ordens, bem contra a sua vontade, deslizava vagarosamente uma gota

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