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The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Mons”11 pages
608 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) À ÁÂÃÄÅ ÆÅÇÈÅ ÈÉ ÊÂÆËÌÅÍ ÎÌÏÏÂÅÁ ÌÆ ËÌÅÐÌÆ ÁÅÂÆ ÐÉÏÏÌÏÂÆÐÅÆ ÆÌËÏÉ o caso de Fátima, dizendo-se que era inútil a viagem porque havia ordens terminantes para não deixar passar ninguém de Vila Nova de Ourém. Por esse por motivo, muitos que tinham combinado vir comigo não vieram, mas eu teimei e vim, quando mais não fosse, para ver o que havia de verdade. Ao mesmo tempo que eu, chegaram duas senhoras, uma nova ainda, elegante e formosa com uns grandes olhos cor de miosótis, filha de um antigo ministro da monarquia, e a outra de aparência distinta, já de certa idade, e que me consta ser aparentada com uma das famílias mais conhecidas da Beira, e nomeadamente da Guarda. Coitadas! Debaixo daquela chuvada toda, que até fazia lembrar o versículo genesíaco: – Et apertae sunt cataractae aquarum et fontes abyssi magni. Não se queixavam, tamanha era a sua fé e entusiasmo, e apenas as preocupava a ideia de que as não deixariam chegar ao local das aparições!... [61] A ARCA DE NOÉ A muito custo lá conseguimos chegar a uma estalagenzita que fica mesmo em frente da igreja e que dá pelo nome de Hospedaria da Maria Joana, e aí descansámos um pouco, num canapé tremelicante, até romper o dia, pois a respeito de quartos era coisa que não havia. Manhãzinha cedo, mal luziu o buraco, sentimos um grande tropel de cavalos. Corremos à janela! Era um esquadrão de cavalaria da guarda republicana, que marchava a todo o galope para a Fátima. – Então sempre seria verdade? Inquirimos da criada da locanda o que havia... que se dizia por lá... – A mesma incerteza ... Boatos!... Boatos! Que havia infantaria... cavalaria... metralhadoras... não sei que mais... Uma ofensiva em regra! – Mas porquê, Santo Deus?!... Ninguém sabia explicar!... dizia a mulherzinha. – Uma coisa já conseguiram eles: De Ourém não vai ninguém à Fátima. Estavam todos os carros alugados a 40$000 cada um. Pois foram todos dispensados com grande zanga do alquilador que é republicano esturrado, e que não percebe porque razão se pode proibir a um cidadão pacífico de ir em passeio onde muito bem lhe apeteça!
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