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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

  • p. 25 …Do Brasil, chega a notícia da inauguração, em 1930, de uma imagem no Rio de Janeiro…
  • p. 367 …2 Nasceu no Rio de Janeiro, a 18 de dezembro de 1870. Entrou na Companhia de…
  • p. 417 …de Santo Cristo dos Milagres, no Rio de Janeiro data de redação: 4 de janeiro de…
  • p. 418 …Antes de ser enviada para o Rio de Janeiro, foi benzida pelo Senhor Bispo de Leiria…
  • p. 419 …Joaquim Arcoverde, atual cardeal, então arcebispo Metropolitano de S. Sebastião do Rio de Janeiro, sendo para…
  • p. 628 …Igreja de Santo André (Estremoz) 562 Igreja de Santo Cristo dos Milagres (Rio de Janeiro) 415…
  • p. 637 …158 Rio de Janeiro 365, 415, 416 RITO, Faustino de Oliveira 264 RITO, José de Oliveira…
  • p. 639 …Pedro de Muel 426 São Salvador (Viseu) 126 São Sebastião do Rio de Janeiro 417 São…
600 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
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Nessa estância esteve dez meses.
Durante o primeiro mês não se levantou da cama. Depois, com o
auxílio de muletas, começou a andar a pé com a perna metida num
aparelho de gesso. Ao cabo de sete meses, declarou-se-lhe uma coxalgia
também na perna esquerda. Sentiu uma dor aguda na coxa, a perna
principiou a encolher, vendo-se a infeliz menina obrigada a recolher à
cama. A perna direita continuava imobilizada no aparelho de gesso e à
perna esquerda foi adaptada uma bota de gesso. Como o médico que a
tratava havia partido para França e o clínico que lhe sucedeu na direção
do Sanatório era especialista de doenças pulmonares e não de doenças
ósseas, a enferma tinha vontade de regressar a Lisboa. Entretanto o seu
estado de saúde piorou por motivo de uma infeção intestinal, que lhe
sobreveio.
Uma doente sua amiga, que para ela fora sempre uma desvelada
enfermeira, compadecida do seu estado, escreveu à mãe uma carta, em
que lhe dizia que fosse buscar a filha, porque ela estava a morrer.
A pobre senhora, com a alma alanceada de dor, partiu sem demora
para o Outão, afim de levar a filha para a capital, mas, como o médico
se opusesse ao que, justamente, considerava uma temeridade, desistiu,
por então, do seu intento, regressando sozinha a Lisboa. Passados cinco
dias por diligências suas, uma enfermeira do hospital de D. Estefânia
seguiu para o Sanatório, a fim de ver se conseguia trazer a enferma para
casa.
Por essa ocasião uma professora de Lisboa costumava ir três vezes
por semana ensinar lavores às crianças do Sanatório.
Aproveitou-se um dos dias em que ela regressava à capital para que
pudesse acompanhar a doente, que veio também acompanhada pela
enfermeira já referida e por um enfermeiro do Sanatório.
[51] DE HERODES PARA PILATOS!...
No pátio do Sanatório, um trem recebia a enferma, que foi
transportada num tabuleiro aos ombros de dois criados. No trem vinha
ao colo da professora e da enfermeira. Uma das pernas estava metida
no aparelho e a outra na bota de gesso e entre talas. As dores eram
horríveis. A fraqueza era extrema. Qualquer movimento fazia-a desmaiar.
Na estação de Setúbal os seus três companheiros de viagem
transportaram-na do trem para o comboio com mil precauções.

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