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The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Mons”11 pages
584 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) c789:; c=9:7 9?@B C8C7 c@ 9C = @ > ?@ 8> cD@E8c7C@ @ :89FG = @= 8> :?C= dos fenómenos metereológicos sucedidos no dia treze de cada mês desde maio a outubro e ao grandioso fenómeno solar presenciado por mais de cinquenta mil pessoas, no dia treze de outubro próximo findo, num dos planaltos da orla setentrional da serra de Minde. Mas é absolutamente indispensável que, no interesse da verdade, seja ela qual for, todos contribuam com a sua quota parte para a solução deste difícil problema, até hoje insolúvel, para a decifração deste singular enigma até hoje impenetrável. É o que intento fazer escrevendo-te esta carta e outorgando-te a liberdade de publicar o que te parecer conveniente. Posto isto, era propósito meu principiar hoje a narra-[29]ção histórica dos factos ocorridos em Fátima, se não me perguntasses na tua última carta se já se tinham verificado algumas curas extraordinárias que abonassem de algum modo a origem sobrenatural desses factos. Para satisfazer a tua legítima curiosidade passo a descrever uma das muitas curas de que tenho conhecimento, consumada e, segundo parece, definitivamente assegurada no dia treze de outubro, no chamado local das aparições, aonde desde então, sem embargo das violências brutais e sacrílegas do fanatismo antirreligioso, sempre inimigo da verdadeira liberdade de crença, concorrem ininterruptamente centenas e milhares de pessoas de todos os pontos do país, numa romagem piedosa e inofensiva que edifica, comove e encanta. Maria do Carmo, de quarenta e sete anos de idade, natural do lugar do Arnal, freguesia de Maceira, concelho de Leiria, casada com Joaquim dos Santos, havia cinco anos que sofria de uma enfermidade bastante grave, que apresentava todos os sintomas caraterísticos da tuberculose. Na primeira fase da doença experimentava, de vez em quando, dores, aliás não muito fortes, na cabeça, no estômago e nos intestinos. Em princípios de 1916 as dores agravaram-se de um modo extraordinário. Eram contínuas e difíceis de suportar. Sentia-as então nas costas e, ainda com mais intensidade, no peito. Ao mesmo tempo começou a padecer de falta de ar. As mãos, os pés e o ventre incharam-lhe imenso. Suspeitava-se que tivesse um tumor no útero. Definhava e emagrecia a olhos vistos. Três meses depois não parecia a mesma pessoa, pois de nutrida que era tornara-se magra em extremo. Não podia pôr à cabeça nenhum objeto um pouco pesado pelas torturas que isso lhe ocasionava. Tinha com frequência vontade de vomitar, embora não vomitasse. Quando tomava algum alimento e enquanto durava a digestão, aumentavam as dores de cabeça. As dores de estômago quase que não lhe permitiam dormir.
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