Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
555 imagem da Virgem é levada aos ombros dos servitas para a Capelinha das Aparições. O majestoso cortejo atravessou por entre o mar de lenços brancos e coberta de flores, seguida pelos peregrinos que cantavam a chorar... Neste momento, três aviões, que despontaram do sul, vieram saudar a Virgem, baixando tanto, que se viam distintamente os seus tripulantes acenando os lenços. Uma cura milagrosa? Quando a imagem da Virgem ia dar entrada na capela, deu-se um facto que, apesar de ter passado despercebido da maior parte dos presentes, impressionou todas as pessoas que o observaram. Registemo-lo em poucas palavras: Isabel Ribeiro de Freitas tinha vindo do Porto, pedir a intercessão de Nossa Senhora de Fátima, na cura de uma paralisia provocada por desastre que sofrera há dois anos. Andava dificilmente e tinha muitas dores. Munida do respetivo atestado, foi recebida com o maior carinho e solicitude no Albergue dos doentes, donde saíu em maca para assistir às cerimónias da peregrinação. Comungou, recebeu a bênção especial e já resignada com a sua sorte, esperava que tudo estivesse terminado, para regressar à terra natal. Depois da imagem de a Virgem ter passado junto dela, no regresso à Capela das Aparições, a doente sentiu-se impelida para fora da maca. Obedeceu ao impulso e saltou para o chão: estava curada! Falámos-lhe pouco depois. É uma pobre rapariga do campo, simples nas maneiras de falar. Tem 21 anos, apenas, e é natural de Bonfim, no Porto, onde reside. É ela que nos conta, trémula de comoção, a história da sua doença: – Foi há dois anos, no Bonfim. Eu estava a lavar a roupa à porta da minha casa. De repente, a varanda da janela abateu e colheu-me. Fiquei com um quadril deslocado e mal da espinha. Fui para o hospital, onde estive quatro meses, mas os “srs. doutores” fizeram-me muitos tratamentos, mas não me sararam. Saí do hospital, quase sem poder andar e sempre com muitas dores. – E sente-se curada? Circunda o olhar tímido, mas brilhante de alegria, por todas as pessoas que a rodeavam e exclamou: – Sim, senhor! Sinto-me outra, graças a Deus. Doc. 134 1930-10-13
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