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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

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1917 até hoje.
A procissão das velas e a Adoração Noturna
Os atos da peregrinação principiaram ontem com o espetáculo
deslumbrante da procissão das velas, em que tomaram parte muitas
dezenas de milhares de peregrinos. Às 10 horas o caudaloso rio de luz
palpitante serpenteava vagarosamente pelos acidentes suaves do terreno,
para vir formar depois o grande lago de fogo em frente da capela grande
em que se celebram as Missas. Abriu o cortejo, a peregrinação de Lisboa,
com o seu estandarte e sob a direcção de rev. cónego Sequeira Mora.
Seguiram-se as peregrinações de outras terras, com estandartes,
irmandades e confrarias, cujo número certo, foi impossível fixar.
À meia noite, os sacerdotes iniciaram o cântico do credo, que a
multidão acompanhou em coro. Principiou a Adoração Noturna, cuja
primeira hora foi dedicada à peregrinação Nacional. As meditações do
Terço do Rosário foram feitas pelo ilustre sacerdote rev. dr. Gonzaga da
Fonseca, professor do Instituto Bíblico de Roma, que em linguagem
comunicativa e vernácula tirou edificantes ensinamentos da piedosa
oração. À adoração noturna presidiu S. Exª Rev.ma o sr. Bispo de Leiria.
Das 2 às 3 da madrugada pertenceu a vigília à Peregrinação de Lisboa;
das 3 às 4 a S. Mamede de Infesta e das 5 às 6, à peregrinação de
Alhandra.
Às 5 horas foi rezada a primeira missa, em que o celebrante sr. dr.
Marques dos Santos ministrou a comunhão aos servitas de ambos os
sexos.
Seguiram-se as missas por cada uma das peregrinações: às 8 horas,
da peregrinação de Lisboa; 8 e meia, da de Alhandra; às 9 de S. Mamede
de Infesta; às 9 e meia, da de Alcobaça; às 10, da de Estremoz; às 10 e
meia, da de Santo Isidoro, de Mafra.
Às 6 horas, foi celebrada a missa da Comunhão Geral, pelo rev. dr.
Gonzaga da Fonseca, tendo recebido nesta ocasião o Pão Eucarístico
cerca de 8.000 peregrinos. Este número subiu a 10.000 no decurso das
missas seguintes.
A missa e a bênção dos doentes – A procissão de Nossa Senhora
Ao meio dia, a chamada Missa dos Doentes arrancou, como sempre,
lágrimas de comoção.
Doc. 134 1930-10-14

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