Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Madrid”1 page
547 üýþÿý p þÿ ý ý pý ý þÿý ý pedregosas; e centenas, milhares de pessoas cuja veracidade não podemos pôr em dúvida, viram uma coluna de fumo que, à maneira de incenso, envolvia a árvore durante as Aparições. Este fenómeno, humanamente inexplicável, repetiu-se várias vezes. Como faz lembrar a exclamação do livro dos Cantares21, aplicada pela Santa Igreja à Virgem Santíssima: “Quem é esta que sobe pelo deserto, como uma varinha de fumo composta de aromas de mirra e de incenso e de toda a casta de perfumes odoríferos?“ O fenómeno solar de 13 de outubro de 1917, descrito nos jornais da época, foi o mais maravilhoso e o que maior impressão causou aos que tiveram a felicidade de o presenciar. As crianças fixaram com antecedência o dia e a hora em que se havia de dar. A notícia correu veloz por todo o Portugal e apesar de o dia estar desabrido, chover copiosamente, juntaram-se milhares e milhares de pessoas que, à hora da última Aparição, presenciaram todas as manifestações do astro-rei, homenageando a Rainha do Céu e da terra, mais brilhante do que o sol no auge das suas luzes22. Esse fenómeno, que nenhum observatório astronómico registou e, portanto, não foi natural, presenciaram-no pessoas de todas as categorias e classes socias, crentes e descrentes, jornalistas dos principais diários portugueses e até indivíduos a quilómetros de distância, o que destrói toda a explicação de ilusão colectiva. Às aparições de Fátima não faltou também o argumento das perseguições, que são um sinal das obras de Deus23. Ninguém foi mais perseguido do que Jesus, e a Santa Igreja tem sofrido contradições em todos os séculos. Uma multidão inumerável de Santos sofreram o martírio no meio de espantosos tormentos. S. Pedro de Alcântara dizia a Santa Teresa que um dos maiores castigos neste mundo era o que ela tinha sofrido, isto é, a contradição das pessoas de bem24. Jeremias, o Santo Profeta, dizia25: Sou todos os dias objeto de escárneo; todos me insultam. 21 Cânticos III, 6. 22 Cânticos VI, 9. 23 2 Tim III, 12. Doc. 133 1930-10-13
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