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The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
52 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) äåæçè éåêëçìçé íîïêð ëèç ìç ðëêïçñ çé èðìîéêçé òçóåêçôõîé ìçé äçèö÷åçé dos videntes. As duas crianças mais novas estavam ausentes. Dirigi-me a casa da mais velha, onde a mãe me convidou a entrar e sentar-me, convite a que acedi. A uma pergunta minha sobre o paradeiro da filha que eu procurava, respondeu-me que ela andava a vindimar numa pequena propriedade que lhe pertencia e que ficava dois quilómetros distante. Alguém se prestou logo a ir chamá-la de ordem da mãe. Entretanto, as duas crianças mais novas, que tinham regressado do campo, sabendo pelos vizinhos que eu lhes desejava falar, vieram ter comigo. Eram dois irmãos, um menino e uma menina. Chegou primeiro a menina. Chama-se Jacinta de Jesus, tem sete anos de idade e é filha de Manuel Pedro Marto e de Olímpia de Jesus3. Bastante alta para a sua idade, um pouco delgada sem se poder dizer magra, de rosto bem proporcionado, tez morena, modestamente vestida, descendo-lhe a saia até à altura dos artelhos, o seu aspeto é o de uma criança saudável, acusando perfeita normalidade no seu todo físico e moral. Surpreendida com a presença de pessoas estranhas, que me tinham acompanhado e que não esperava encontrar, a princípio mostra um grande embaraço, respondendo, por monossílabos, e num tom de voz quase impercetível, às perguntas que eu lhe dirijo. Momentos depois aparece o irmão, rapaz de nove anos de idade, que entra com um certo desembaraço no quarto, onde estávamos, conservando o barrete na cabeça, decerto por não se lembrar de que o devia tirar. Um sinal que a irmã lhe fez para se descobrir não foi percebido por ele. Convidei-o a sentar-se numa cadeira ao meu lado, obedecendo imediatamente sem nenhuma relutância. Principiei sem demora a interrogá-lo sobre o que tinha visto e ouvido desde maio último na Cova da Iria no dia 13 de cada mês durante o tempo da aparição. Estabeleceu-se entre mim e ele o curto diálogo que segue. – Que é que tens visto na Cova da Iria nos últimos meses? – Tenho visto Nossa Senhora. – Onde aparece ela? – Em cima duma carrasqueira. – Aparece de repente ou tu vê-la vir de alguma parte? 3 Nasceu em Aljustrel a 31 de maio de 1869. Casou com José Ferreira da Rosa, a 6 de fevereiro de 1888, ficando viúva em 1895. Deste matrimónio nasceram dois filhos, António Ferreira Rosa e Manuel Ferreira Rosa.A 11 de fevereiro de 1898, casou com Manuel Pedro Marto. Faleceu, em Aljustrel, a 3 de abril de 1957.
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