Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Mons”11 pages
518 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) ABCE FGH 1930-06-01, Vaticano Correspondência do jornal “L’Osservatore Romano” sobre a peregrinação a Fátima, nos dias 12 e 13 de maio [data de redação: 24 de maio de 1930]. Publ.: DCF, V-5 - Doc. 1577 (em italiano) I GRANDE PEREGRINAÇÃO AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA (As nossas informações). LEIRIA, 24 – Tal como nos anos anteriores, também neste, no mês dedicado a Nossa Senhora e por Ela escolhido para fazer a sua primeira aparição em Fátima, uma multidão imensa acorreu em piedosa peregrinação, nos dias 12 e 13 de maio. O grosso dos peregrinos chegou na tarde do dia 12. Todos os meios de transporte, desde os burros da Estremadura até aos luxuosos automóveis vindos de todas as cidades de Portugal, eram ali aglomerados em grandes manchas, fora dos muros. E a multidão de peregrinos que ia chegando em maior número a pé, de algumas dezenas de quilómetros, crescia cada vez mais. Ao cair da noite, um pouco depois do pôr do sol, a Cova da Iria assemelhava-se a um grande campo de concentração de populações salvas à pressa de um qualquer desastre. Porém, a paz espelhada nos rostos daquelas dezenas de milhar de peregrinos fez-nos mudar de opinião e acreditar que estávamos na antecâmara do Paraíso. Oh, a paz de Fátima! Quer chova quer faça calor, quer a lama suje as roupas quer o pó as cubra, nunca aqui se sente o mais pequeno arrependimento de ter vindo ou a amarga confissão de mal-estar. Pelas 10 horas da noite do dia 12 começa a peregrinação oficial. As celebrações prosseguem até às 3 horas do dia seguinte. E quase não se distingue cada um dos peregrinos no meio daquela multidão imensa. Dir-se-ia que Portugal inteiro e não apenas uma região estava ali. Um cortejo interminável, que se estendia ao longo das estradas em construção, com milhares de velas acesas, cantava “Avé de Fátima”. À sua chegada, os peregrinos encaminhavam-se para o espaço que
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