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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

512 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
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Doroteias aqui em Roma, para onde já foi convidado.
Um dos chefes dos “Retiros dos operários”, um leigo, veio, há dias,
ao Colégio visitar a Senhora de Fátima e pedir alguma coisa escrita
sobre os acontecimentos de Fátima, porque tencionava escrever alguma
coisa sobre esse assunto nas folhas de propaganda dessa associação,
dirigida por um P. Jesuíta, e que conta já muitos milhares de operários.
Deseja também que o Sr. P. Fonseca lá vá fazer-lhes alguma conferência
sobre Fátima, numa sala que comporta umas duas mil pessoas. Creio
que lá irá nos fins de outubro ou princípios de novembro.
Mas voltemos ao nosso ponto. À conferência assistiram alunos de
vários colégios e nações: brasileiros, mexicanos, da América Central,
americanos do norte, ingleses, franceses, alemães, austríacos, polacos,
italianos, armenos, indianos, australianos, portugueses, espanhóis. Lá
estavam jesuítas, dominicanos, capuchinhos e de outras congregações.
Também não faltaram as doroteias com algumas das alunas educadas
por elas.
Eu só queria que V. Exª. presenciasse o interesse e a avidez com que
todos ouviam o Sr. P. Fonseca, cujas palavras foram por várias vezes
sublinhadas com prolongadas salvas de palmas. Estavam todos suspensos
dos seus lábios; não só pela novidade do assunto – o que já seria bastante
– mas também pelo entusiasmo com que ele falava. “Bem se via, que
era um orador da raça latina, que estava a falar!”, dizia-nos no outro dia
o nosso professor de grego. E um armeno, contando as suas impressões
ao Almeida, dizia que tinha ido oito vezes ao Instituto assistir a
conferências e sempre de lá viera com sono. Naquele dia, porém, nem
as sombras do Morfeu por ele passaram!
O entusiasmo da assembleia – composta na sua maior parte de
estudantes ou de professores (que também conhecem as fraquezas dos
estudantes!) – foi enorme, quando o Sr. P. Fonseca se saiu com estas
palavras, um pouco antes de concluir: “os estudantes gostam de invocar
a Senhora de Fátima como protetora especial nos exames: algumas gotas
de água de Fátima refrescam as ideias, e a imagem invocada ou trazida
sobre o coração resolve todas as dificuldades! Aviso aos numerosos
candidatos às Laureas Doutorais para o próximo junho!”
Até os professores lhe acharam uma graça enorme. No fim da
conferência, um sacerdote francês, professor na faculdade de Filosofia,
falando com alguns alunos do Colégio, dizia que já não precisávamos
de estudar mais, uma vez que temos por nós a Senhora da Fátima.
“Basta levar um frasquinho de água de Fátima para o exame, que não há
dificuldade que ela não resolva!”. A um outro professor soube um

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