Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Mons”11 pages
509 ¦§ ¨§ ©ª§ «¬®©¯°¬ ± ²¬ ³§ ´ ±§ ªμ § ¶ ±μ ¯§·©¬¶¬ ª ¸ª ¬¯° ¸μ § «±ª¬ ±§ comunhão. Como respondessem afirmativamente, ali mesmo, com Jesus na mão, lhes fiz um brevíssimo fervorinho de primeira comunhão, acentuando muito a felicidade de poderem ligar para toda a sua vida a lembrança deste grande dia ao nome e à peregrinação a Fátima. As lágrimas corriam-me abundantes, sem que um lenço viesse enxugá- -las. Iam cair ao chão ou talvez misturar-se às muitas que choravam os comungantes. Nunca experimentei comoção igual. Às 9 da manhã, já se tinham dado em Fátima dezanove mil e quinhentas comunhões. E ainda se deram comunhões até à tarde. Não há espetáculo igual no mundo todo! Na cerimónia da tarde, com o Santíssimo exposto, depois da reza solene do terço, entremeado de fervorosas invocações e cantos eucarísticos, entoados por aquelas centenas de milhares de vozes, foi dada a bênção com a custódia individualmente a cada um dos numerosíssimos doentes. O fervor das súplicas em favor dos pobres enfermos é coisa que não pode traduzir-se em palavras. O maior milagre de Fátima é a piedade fervorosa daquelas multidões, a sua fé robusta e a sua resignação serena mais de admirar nos mesmos enfermos. É por tal forma impressionante este milagre, que os milagres das curas dir-se- -ia que nos comovem! Duas pessoas foram curadas, enquanto presenciávamos aquelas incomparáveis manifestações: uma senhora de seus 45 anos, um rapaz dos seus 17. Este último passou mesmo rente de mim, subindo ágil os degraus do altar, para se ir atirar de joelhos ao pé da estátua da Senhora de Fátima, debulhado em lágrimas. Acompanhava-o o servita que o assistia. Terminada a bênção dos doentes, chegou-me a vez de fazer o sermão de conclusão. Não sei o que disse; sei que falou ali o coração do cristão, do português, do Padre; sei que falei chorando quase sem interrupção, e que, apesar disso, as lágrimas não embargavam a voz; sei que aquela multidão imensa me acompanhava a uníssono nos hinos da gratidão a Maria, nas súplicas ardentes por Portugal e pela Igreja. Nunca em minha vida preguei mais sem normas de oratória, nem mais profundamente comovido! Mas ainda me era reservada nova comoção, no derradeiro ato da peregrinação: a despedida da Senhora de Fátima. A Imagem da Senhora, que na primeira procissão das velas tinham trazido da sua Capelinha para o altar erguido no pavilhão dos enfermos, regressava à sua ermida. O trajeto foi longo e forçadamente lento. Os Srs. Bispos de Leiria e do Algarve lá iam ao pé do andor. Um bom Doc. 122 1930-05-16
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