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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

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Ÿ ¡¢£ ¤ ¤ ¡¥ ¤ ¡ £ ¦§ ¤¨§ 25, dia da quarta aparição, depois dos tristes
episódios de Ourém, a Lúcia pediu à Senhora um milagre para que o
povo acreditasse, e Ela disse que no último mês faria um sinal no sol e
que todos haviam de acreditar. Depois do que se passara na sede do
concelho e em face das dúvidas que tantas pessoas manifestavam acerca
da realidade e sobrenaturalidade das aparições, era natural que a Lúcia
se lembrasse de pedir à Senhora uma prova evidente de que ela não era
mentirosa, como muitos pretendiam. Se não se lembrou, decerto alguém
a aconselharia a fazer esse pedido. No dia treze de setembro, a Lúcia
insistiu pelo cumprimento da promessa. Eis as palavras textuais que
constam do relatório a fls. 526: “Pedi outra vez [29] que fizesse um milagre
para o povo acreditar, porque diziam que eu era uma intrujona que devia
ser enforcada e queimada. A Senhora deu-me a mesma resposta da
outra vez”. O terceiro ponto e em si mesmo de nula ou insignificante
importância, mas serve admiravelmente para mostrar a delicadeza de
consciência e o escrúpulo que a Lúcia teve em todo o seu longo
depoimento, para que não escapasse nenhuma inexatidão, por mais
pequena que fosse. No princípio do interrogatório, a fls. 127, depois da
pergunta do estilo: “Quando fizeste a primeira Comunhão?”, está exarada
esta resposta: “Fiz a minha primeira Comunhão aos sete anos; o senhor
Prior não ma queria dar por eu ser muito pequena, mas por fim fez-me
a vontade, a pedido do senhor Padre Pena”. Ou porque a vidente não
se exprimiu com suficiente clareza, ou porque as palavras lhe atraiçoassem
o pensamento ou enfim porque o notário não ouvisse ou não
compreendesse bem a resposta, a última parte dela, acima sublinhada,
era inexata. Quando, depois de ter acabado de fazer as suas declarações,
lhe foi lido pelo notário o seu depoimento, ela achou tudo conforme a
verdade, exceto na resposta à pergunta acerca da sua primeira
Comunhão, porquanto, como ela mesma diz, “o senhor Prior é que se
chamava padre Pena e era ele que lhe recusava a comunhão por a achar
muito nova, mas por fim cedeu às suas instâncias por ver que sabia o
catecismo”. Feliz engano, que foi ocasião de se obter uma contraprova
de peso considerável em favor da sinceridade perfeita e da minuciosa
exatidão das declarações da vidente!
25 Cf. nota 3.
26 Trata-se do interrogatório a Lúcia, no dia 8 de julho de 1924 (cf. Doc. 82).
27 Cf. nota 26.
Doc. 120 1930-04-13

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