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The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
458 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) p12 3456 6756 5895:;9 7 ?<4294 91 6 p12 <34 @12B4 97 ?<42 94 republicana desta vila e outras vindas de Tomar e de Torres Novas, que foram obrigados a ir ao local da Fátima, visto a consciência da seriedade e do papel que iam desempenhar os oradores! Então, srs. ministros do Interior e da Guerra, as tropas republicanas desviam-se dos seus serviços para guardar as costas aos srs. republicanos? Foi um verdadeiro fiasco, já a conferência no Centro, e muito maior no lugar de Fátima, onde os oradores tiveram de desistir, visto que o povo do concelho, por desprezo, não concorreu ao local, não obstante tanto convite que lhe foi feito, pois que ali só apareceram oito pessoas para os ouvirem, à exceção de grande número de mulheres que à sua chegada entoaram o Bendito, voltando- lhes logo as costas. Eis pois, o paralelo entre os dias treze de outubro e dois de dezembro. Por isso lhes dizemos: outro ofício, e a quem vos convidou, para a sensaboria que apanharam e o susto, quando no trajeto de regresso a esta vila foram mimoseados com algumas pedradas, pelo que o sargento comandante da força teve que fazer fogo.” O segundo atentado foi cometido no dia seis de março de mil novecentos e vinte e dois, alta madrugada. O receio das explosões da cólera popular levou os criminosos a executar o seu horrível desígnio com o favor das sombras da noite. Recaem fundadas suspeitas sobre alguns indivíduos de Lisboa, Santarém e Vila Nova de Ourém, indigitados [24v] como promotores, executores e cúmplices do nefando atentado e cujos nomes se citam. Os desgraçados arrombaram a porta da capela e a golpes de alvião abriram quatro buracos nas paredes, a distâncias iguais, dois palmos acima do pavimento, introduzindo em cada um deles uma bomba de grande potência. Essas quatro bombas rebentaram, comunicando o fogo ao madeiramento do teto fazendo-o abater. Uma quinta bomba foi colocada na cova, em que se encontra a raíz da azinheira sobre a qual, no dizer dos videntes, pousavam os pés da Aparição, mas não explodiu. As paredes da capela, embora bastante danificadas, ficaram de pé. AAssociação do Registo Civil e a Federação do livre Pensamento editaram um longo panfleto com a epígrafe: “Aos liberais portugueses” e as subepígrafes: “A reação campeia desenfreada! !! Contra a torpe especulação feita com a comédia ridícula de Fátima protestam energicamente a Associação do Registo Civil e a Federação Portuguesa do Livre Pensamento”20. 20 O relator equivoca-se ao datar o panfleto depois do atentado de 6 de março de 1922. O panfleto refere-se ao dia 13 de outubro de 1917 (cf. Doc. 27).
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