Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Vitoria”12 pages
448 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) a] a^_ `befg ahh _ ij^ akeflm o_ pj_ r sf^^ batg _ ]f^ _h h_ sfu bwf a` oawa que a operação era inútil. Apesar disso, e muito embora ela insistisse em afirmar que tudo era inútil, fez-se-lhe a operação, que correu bem, conquanto sem êxito feliz, como se viu. Quatro dias antes de morrer, como a pequena tivesse grandes dores e se queixasse, dizia-lhe a criatura que a havia recolhido e a quem tratava por “madrinha”, que suportasse com paciência as suas dores, que isso seria muito agradável a Deus. Na manhã do dia seguinte disse-lhe a Jacinta: “Olhe, madrinha! Eu já não me queixo! Nossa Senhora tornou-me a aparecer, dizendo que em breve me viria buscar e que me tirava [17v] já as dores!”. E de facto, desde esse dia até que morreu, segundo consta, não tornou a queixar-se nem deu mostras de sofrimento. Tendo sucedido a “madrinha” passar ou sentar-se ao pé da cama, não longe do sítio em que “a Jacinta disse ter visto a Senhora”, a vidente exclamou: “Tire-se daí, madrinha, que aí esteve a Senhora!...”. E a mesma preocupação se lhe apresentava, quando alguma enfermeira passava pelo mesmo sítio. Como fossem ao hospital algumas pessoas, imodestamente vestidas, ou visitá-la ou ver outros doentes, e algumas enfermeiras se apresentassem com certos exageros no traje, dizia, indicando essas pessoas e referindo-se a determinados enfeites e decotes: “Para que serve aquilo!? Se soubessem o que é a eternidade!...”. Falando dalguns médicos que ela julgava serem incrédulos, lastimava-os, dizendo: “Coitados, mal sabem o que os espera!”. Afirmava a vidente que Nossa Senhora lhe havia comunicado: “que o pecado que leva mais gente à perdição, era o pecado da carne, que era preciso deixarem-se de luxos, que não deviam obstinar-se no pecado como até aqui, e que era preciso fazer muita penitência”. E parece que a Senhora, ao dizer isto, se mostrava muito consternada, porque a pequena acrescentava: “Ai! Eu tenho muita pena de Nossa Senhora! Tenho muita pena!”. Enquanto esteve em casa, antes de ir para o hospital, vivia em companhia doutra pequenita, a quem recomendava muitas vezes “que fosse muito obediente, que não fosse preguiçosa e que nunca faltasse à verdade”. Pouco antes de morrer, perguntando-se-lhe se queria tornar a ver a mãe, respondeu: “que a família dela durava pouco tempo e que em breve se encontrariam no Céu”. Disse mais que Nossa Senhora “devia ainda aparecer outra vez, mas não a ela, porque com certeza morria, segundo ela lhe disse”. Pediu licença para se confessar, muito embora se tivesse confessado e comungado antes de entrar para o hospital. Foi confessá-la o rev.do prior [18] dos Anjos, dr. Pereira dos Reis, mas não teve tempo de lhe dar a Sagrada Comunhão. Entrou para o hospital no dia dois de Fevereiro
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