Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Rio de Janeiro”8 pages
446 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) 56768 9:6;99@C DC568 :@C =<985<E A boa mulher procurava tranquilizá-lo, lembrando [16] que, se lhe custasse pronunciar as palavras da Oração Dominical e da Saudação Angélica, dissesse essas orações só com o pensamento, que Nossa Senhora lhe aceitaria o seu obséquio com o mesmo agrado. Recomendava frequentemente à mãe que não se esquecesse da oração que a Santíssima Virgem tinha ensinado aos três videntes, porque ele nunca se esquecia de a rezar. E, quando a pobre mulher se lamentava de que não raro a omitia por lapso de memória, o pequeno ponderava-lhe que a podia rezar mesmo pelos caminhos. Uma vez por outra queixava-se sentidamente de que não sabia oferecer o terço como muita gente tinha a felicidade de saber, o que lhe causava bastante pena. Apesar de nunca mais ter tido saúde, de quando em quando, dava um pequeno passeio, chegando a ir até à Cova da Iria. Quando alguém lhe asseverava que havia de melhorar, a sua resposta era logo um “não”, proferido com um ar misterioso e num tom que impressionava extraordinariamente. Como um dia sua madrinha Teresa de Jesus prometesse, na presença dele, pesá-lo a trigo, se Nossa Senhora o melhorasse, declarou perentoriamente que era inútil fazer essa promessa, porque jamais alcançaria a graça da sua cura. Possuía uma consciência em extremo delicada, sem embargo da sua pouca idade e de haver recebido uma formação religiosa muito deficiente e rudimentar. Uma vez em que o aconselhavam a levar as ovelhas, confiadas à sua guarda, pela orla das propriedades da madrinha, que decerto se não opunha a isso, não quis fazê-lo sem licença expressa dela por julgar que fosse um roubo. No dia dois de abril, a família, achando-o pior de saúde, mandou-o recolher à cama e chamou o pároco para o confessar. Não tinha ainda feito a sua primeira comunhão e por isso receava que não lhe fosse permitido [16v] receber Nosso Senhor. Grande, extraordinária até, foi pois, a sua alegria, quando o pároco lhe prometeu trazer no dia seguinte de manhã o Sagrado Viático. Na véspera pediu à mãe que o deixasse estar em jejum até essa hora, pedido a que ela acedeu sem relutância, assegurando-lhe que não lhe daria nada a tomar depois da meia-noite. Quando chegou o pároco com o Santíssimo Sacramento, quis sentar-se na cama para se confessar e comungar, o que não lhe foi consentido. Ficou radiante de contentamento por ter recebido pela primeira vez no seu peito o Pão dos Anjos e, quando o pároco se retirou, perguntou à mãe se não tornaria a comungar, ao que ela retorquiu que o não sabia. Durante o resto do dia pediu de tempos a tempos água e leite. À noite pareceu agravar-se ainda mais o seu estado, mas, perguntando-lhe a mãe como se sentia, declarou que não estava pior e
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