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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

  • p. 20 …Os obstáculos eram interpretados por aqueles que os promoviam como expressão da vitória da modernidade sobre…
  • p. 75 …um lado da estrada; as galeras, as vitórias, os caleches fechados, as carroças nas quais se…
  • p. 104 …Filha de José das Neves e de Maria Vitória. Nasceu a 12 de janeiro de 1913.
  • p. 108 …Casou com Maria Vitória, a 8 de agosto de 1917. Faleceu a 12 de março de…
  • p. 118 …Casou com José Anastácio Vitória. Faleceu a 16 de novembro de 1997. 2 Trata-se de…
  • p. 119 …de José das Neves e de Maria Vitória. Nasceu em Aljustrel a 15 de novembro de…
  • p. 288 …Essa viagem extraordinária, cujas peripécias nos comoveram até às lágrimas, foi a mais retumbante vitória científica…
  • p. 440 …coragem tão grande que lhes fez alcançar vitória. Como nesse tempo era costume chamar mártires aos…
  • p. 533 531 û üýþÿ–þ Vitória – Convento – levantado por D. João I em preito…
  • p. 629 …mulher de António da Silva) 80 JESUS, Vitória de (mulher de Manuel Ribeiro de Carvalho) 106…
  • p. 631 …Violante 158 Maria Vitória (mulher de José das Neves) 102, 117 Maria Vitória (mulher de Manuel…
  • p. 643 …Viseu 126, 130, 137, 151, 267, 580 VITÓRIA, José Anastácio 116 Voz (A) 449, 538, 552…
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c     Virgem e o receio de que ela fosse vítima duma
alucinação que lhe trouxesse desgostos e cobrisse de ridículo toda a sua
família. Foi pela família dos outros dois videntes, Francisco e Jacinta,
seus sobrinhos, que ela soube que Nossa Senhora tinha aparecido à
filha da primeira vez, porque a Lúcia aconselhou os seus companheiros
a não dizerem nada, com receio de que lhes ralhassem. Esta, só depois
de interrogada pela mãe, é que disse o que tinha visto. Era com a maior
bondade e delicadeza que Maria Rosa recebia todas as pessoas que
desejavam ver sua filha e falar com ela, mas ao mesmo tempo com a
prudente reserva que as circunstâncias impunham. Reconhecia que era
uma graça muito extraordinária o aparecimento da Santíssima Virgem à
Lúcia, mas por isso mesmo o seu espírito debatia-se numa grande
incerteza, tanto mais que a vidente possuía apenas – e ninguém melhor o
sabia do que ela – uma virtude e uma piedade vulgares. A consideração
do peso enorme das responsabilidades que a realidade das aparições
da Rainha do [14] Céu acarretava sobre toda a sua família perturbava-
lhe a alma e enchia-a de temor. Mas o que mais a preocupava era a
dúvida em que vivia acerca da origem e natureza dos sucessos
maravilhosos da Cova da Iria. A princípio não acreditava na sinceridade
das crianças. Perante a concorrência das multidões à Cova da Iria nos
dias treze, o seu desejo era obstar a ida de sua filha a esse local em tais
dias. Só a muito custo e guiando-se pelos conselhos de pessoas de
autoridade, que a aconselhavam a dar liberdade à filha para fazer o que
lhe aprouvesse, é que se resolvia a permitir a sua partida. Temendo que
a filha andasse a enganar o povo com falsas declarações, embora não a
tivesse por mentirosa, exprobava-lhe severamente o seu procedimento,
ameaçando-a várias vezes com pancadas, e uma ocasião, num dos
primeiros meses das aparições, chegou até a bater-lhe com um chinelo,
tratando-a de impostora. Não raro a boa mulher manifestava o receio
de que a Lúcia fosse vítima duma ilusão, embora encarasse com íntimo
júbilo a hipótese duma felicidade tão grande como a escolha da filha
pela Santíssima Virgem para sua confidente. Com o decorrer do tempo
e à medida que os acontecimentos se iam desenrolando, convenceu-se
da sinceridade dos videntes, mas, enquanto a autoridade eclesiástica
não permitiu o culto público no local das aparições, era inclinada a crer
que se tratava duma grande ilusão natural ou diabólica. Nunca deu mostra
de enfado quando lhe apareciam pessoas a visitá-la por motivo das
aparições, apesar do transtorno que não raro essas visitas causavam à
lida da casa e ao amanho das suas propriedades, quando se realizavam
nos dias úteis. O seu desinteresse foi sempre manifesto, assim como o
Doc. 120 1930-04-13

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