Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Rio de Janeiro”8 pages
438 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) ¢£¤¥¦§ ¨ ¤ ©ª ª«¬«¥ ª ®¨¦ ©¦ ¯¦ « ¢ª£ª ª « ª °¦ £±²³ ª ¦ ´ ¢£¦ª ¦ prometido que, se ela fosse coroada de êxito, mandaria edificar duas basílicas em honra da Santíssima Virgem, uma na parte ocidental e outra na parte oriental da cidade conquistada. Concluída a empresa com felicidade, deu-se pressa em cumprir o voto que fizera e ordenou que na basílica ocidental fosse colocada a imagem da Virgem Santíssima, cuja presença, no campo da batalha, aonde fora levada por um dos chefes quando o êxito era ainda incerto, incutiu nos soldados cristãos uma coragem tão grande que lhes fez alcançar vitória. Como nesse tempo era costume chamar mártires aos soldados cristãos que morriam em combate contra os infiéis e esta basílica tivesse sido construída no local onde os seus cadáveres estavam sepultados, come-[10v]çou a ser vulgarmente designada pelo nome de igreja de Santa Maria dos Mártires, título que se conservou até aos nossos dias com o consentimento dos Prelados diocesanos e com a aprovação do Santo Padre o Papa Urbano sexto, sendo a festa da sua dedicação celebrada em Roma no mesmo dia em que é celebrada em Lisboa. Esta igreja é a primeira da capital portuguesa em que, depois da reconquista, se celebrou o culto cristão. Por esse motivo, a pedido dos Bispos seus titulares e dos reis de Portugal, os Sumos Pontífices conferiram-lhe especiais privilégios. A partir do ano mil oitocentos e cinquenta e um, por concessão de Sua Santidade o Papa Pio IX, de saudosa memória, esta festa, que possui ofício e missa especiais, celebra-se com rito duplex de primeira classe e oitava na própria igreja e com rito duplex de segunda classe sem oitava em todo o Patriarcado. As primeiras palavras do próprio, no ofício divino, são as que formam o versículo e o responsório de vésperas: “Saístes para salvação do vosso povo, alegrai-vos, para salvação com Cristo, alegrai- -vos”. A primeira antífona de laudes diz que apareceu no Céu um grande sinal: uma mulher que tinha o sol por manto, a lua por cabelo e na cabeça uma coroa de doze estrelas. O hino de vésperas proclama que a Virgem Santíssima se eleva entre os astros. O versículo e o responsório insistem no motivo da sua vinda. Finalmente a antífona do Benedictus diz: “Bendito seja o Senhor, que por meio da bem-aventurada Virgem Maria visitou o nosso povo e a nossa cidade e nos libertou da mão de todos aqueles que nos odiavam e dirigiu os nossos pés para o caminho da paz”. De resto, por todo o oficio, são contínuas as alusões à ação benéfica da Rainha dos Anjos em prol do seu povo, de quem é a Padroeira, é a alegria, confiança e entusiasmo com que ele a aclama nas suas [11] apoteoses de Fé e piedade. É em extremo consoladora para todos os católicos portugueses a concorrência desta festa com o primeiro dia das
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