Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Mons”11 pages
393 ü ý þ ÿ þ c c ÿ ÿ ÿ ÿ ÿ c ÿ þ c ü c ü c c ÿ firmamento de Portugal. Viu-os de longe a Virgem de Fátima, e lá vem Ela de romaria à Cidade Eterna, lá vem seguindo os passos dos seus peregrinos, lá vem não para voltar como vós, mas para ficar aqui nesta sua casa, ali na capela contígua e dali animar os trabalhos, aliviar os recreios, velar os sonos, aquilatar a piedade, santificar os triunfos destes seus portugueses, fazendo-os dignos de Portugal e da Igreja, do altar e de Deus. Não é verdade que eles estão destinados a ser instrumento da Mãe Santíssima nos milagres talvez físicos, decerto morais que amanhã há de operar na nossa pátria? E por isso mesmo não é justo que presida à sua formação? Que Ela mesma, artista divina e divinamente primorosa, com sua mão afeiçoe e aperfeiçoe a seu talante, os seus instrumentos? Com aquela mão infinitamente delicada, com aquele coração imensamente terno, com aquele desvelo, com aquela perícia, com aquela aplicação e entusiasmo com que colaborou à formação do Sacerdote divino, Jesus? Realmente nem melhor artista, nem mais acabado modelo, nem mais sublime ideal pode propôr-se à juventude, que ao sacerdócio se destina. Já que Maria, a “Virgo Sacerdos”, de Santo André Cretense, é o mais subido ideal da dignidade sacerdotal, o mais acabado modelo da perfeição sacerdotal, a mais desvelada artista e eficaz protetora da formação sacerdotal. Sublime ideal da dignidade. Ela que com o seu “fiat” omnipotente tirou o Verbo do seio do Padre e o deu aos homens feito Carne, Ela que viu o sol divino em tudo obediente às suas ordens, Ela que unindo o sacrifício da alma ao holocausto do Redentor com ele e nele se imolou; Corredentora do género humano, Ela que sublimada à direita do Pontífice Eterno com ele no conspecto de Deus “semper vivit ad interpelandum pro nobis”, – não verifica Ela em si o ideal do Sacerdote que todos os dias chama do céu sobre o altar ao mesmo Filho de Deus, que o vê tão sujeito ou mais, se mais é possível, às suas ordens, que o pode também sustentar nos braços, embalar no Coração, oferecer a Deus, apresentar à adoração dos homens, que com ele renova o sacrifício da Cruz, que com ele ora pelo povo medianeiro entre Deus e os homens? E se Maria a Medianeira universal das graças de Deus, não é também o sacerdote medianeiro e medianeiro universal? Afinal toda a vida sobrenatural da Igreja ao sacrário se refere e flui do Sacrário num fluxo e refluxo perene e divino: e o sacrário pode lá existir sem o sacerdote? Nem é Maria menos acabado modelo da perfeição sacerdotal ou consideremos o sacerdote na preparação, ou na receção, ou no exercício das ordens. Doc. 109 1929-10-17
Document, cited by the archive. The PDF is mirrored here; the original link is above. 653 pages are in the text index: search them above, or from the library's search.