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The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Mons”11 pages
390 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) ¿À ÁÂÃ ÄÅÀÆÀÆÇÈ ÉÊÈ ËÈÌÀÆ È ÃÅÆÍÆÀÃÈ ÎÀ ÈÍÈÆÀÏÀÆ Ð ÑÊÒÇÓÈ ÔÂÆÈÕÖÖÖ Bem vedes, Senhores, não apareceu! O nicho na capela continua deserto e a inauguração não se fez. Quase diria que a capela se vestiu de luto; luto que pesa um bocadinho também sobre os nossos corações. E aqui me tendes condenado a falar dum assunto que, antes de existir, se desvaneceu... Felizmente não é a imagem material a que importa; não é ela que nós homenageamos; não é ela que vos assiste a vós no vosso peregrinar de um mês, a nós na nossa romaria de anos? Convencido estou de que a Virgem do Rosário, essa não nos falta: aqui está, aqui nos assiste, aqui nos fita, aqui nos sorri paraísos, aqui nos envolve em eflúvios de amor o seu coração materno!... Eu vejo-a com os olhos da fé; e vós, se a tendes mais viva, se tendes a alma mais inocente, mais infantil, mais digna de ser recompensada com graças privilegiadas, abri os olhos, aplicai os ouvidos, alerta o coração!... Quem sabe se sentireis na realidade, como os inocentes pastorinhos da Fátima?!... Terra de Santa Maria! Abençoada terra portuguesa! Abençoada pela mão do Criador que a colocou ali “onde a terra se acaba e o mar começa”, como coroa de safiras e esmeraldas na cabeça da Europa. No seu céu de um anil sem par acendeu as estrelas mais brilhantes; da sua gleba fez um jardim perfumado, onde floresce eterna e canta a primavera. Colocou-a ali como caravela ancorada às portas do mar oceano, berço pequenino de um grande povo, para cujo arrojo aventureiro os mares seriam pequeno teatro, e as balizas do mundo acanhada meta, pois que “se mais mundo houvera lá chegara”. Terra de Santa Maria! Abençoada terra portuguesa! Abençoada na alma nobre e boa, sóbria e generosa, arrojada e prudente, alegre e sonhadora dos filhos que Deus lhe deu; capazes, como os melhores, de se assinalarem em todos os campos da humana atividade: tão destros em manejar a espada como a lira, na ciência de bem dizer como na arte de bem fazer, nas artes como nas letras, em sondar e explorar mares, ilhas, continentes, como em devassar as mais árduas regiões do espírito. Terra de Santa Maria! Abençoada Terra portuguesa! Abençoada sobretudo porque o Salvador ao nascer lhe deu as suas chagas por brasão, a crismou seu Apóstolo, a consagrou jardim, feudo, solar, terra de Santa Maria! E Maria com carinhos de Mãe, com desvelos
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