Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Mons”11 pages
389 ©ª«¬ ®¯°±²³ °± ´±°±μ ¶«® ·¸« ±® ¹º±¬ ·«¬±³»« °±¼³ °±º ½³´³¾±¯®« nesta empresa”, e assim enlutada, toma o seu lugar “no sublime e público teatro”, onde se assentara “o rei inglês com toda a corte”. E já os arautos iam a dar o sinal, para a justa, quando num dos ângulos da praça um enorme reboliço atrai todas as atenções; era o Magriço que, armado de ponto em branco, irrompia a galope pela praça dentro, saudava garbosamente o rei e as damas e corria a abraçar e enfileirar-se ao lado dos companheiros, com os quais condividia os perigos do combate primeiro, logo as glórias do triunfo. Meus Senhores: Eu não sou Magriço, nem a minha pena tem pretensões de se medir com a sua espada. Mas verdade, verdade!, algo parecido nos sucedeu nesta academia, com a agravante que o desenlace não é tão poético como o do torneio inglês. Tinha-se planeado para estes dias a inauguração da belíssima capela no andar nobre do Colégio. O altar-mor reservado para a Senhora do Rosário de Fátima estava pronto a recebê-la, e, de um dia para outro ,esperávamos a chegada da imagem que nos prometem primorosíssima. Entretanto ferviam os preparativos da festa. À religiosa havia de juntar- -se uma literária, em que o Colégio, juntamente com o preito filial à Virgem Mãe e ao Padre Santo, rendesse as devidas homenagens aos ilustríssimos Prelados que nos honram com a sua presença e aos distintos compatriotas que de tão longe vieram celebrar o jubileu de S. Santidade, trazendo-nos a nós no aspeto franco, no sorriso simpático, na fala conhecida o mais perfumado ramalhete de saudades, com que matar as que por cá se sentem da pátria distante. Um pedido formulado primeiro pela briosa juventude do Colégio, ao qual o coração me inibia de responder com uma negativa, e depois gentilmente repetido em forma de desejo por pessoa a cujos desejos devo obediência, multava-me uma boa parte dos gastos da festa, cabendo-me em sorte – sorte aliás invejável – ser paladino da Virgem do Rosário. E eu esperava ansioso que ela chegasse, para ver se à luz do seu olhar e ao calor materno do seu sorriso se inspirava e acendia o meu entusiasmo. Mas os dias passavam, passavam depois as horas e a celeste Peregrina... andaria talvez por terras de Espanha, ou pela ribeira de França, ou pelas históricas paragens de Itália?! Mas, Senhora, que achais vós por aí que vos prenda, se não são Terras de Santa Maria? Se dificilmente encontrais por lá a fé simples e sincera, a devoção profunda e sentida, o amor acendrado e entusiasta dos vossos portugueses? Doc. 109 1929-10-17
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