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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

  • p. 259 …Catarina parece- -me que em dia de Natal à missa das Almas. Do mundo não posso…
  • p. 313 …mil novecentos e dezassete na sua terra natal. Antes dessa época, soube por cartas de pessoas…
  • p. 344 …de boas-festas pelo grande dia de Natal, aniversário do nascimento do nosso querido Jesus; espero…
  • p. 361 …Senhor Padre Aparício Como se aproxima o feliz dia de Natal aproveito já esta ocasião para…
  • p. 381 …Pode bem ser que tome presbítero pelo Natal, mas ainda não sei decerto. Orações muitas orações…
  • p. 552 …29 Prefácio de Natal.
  • p. 557 …tudo estivesse terminado, para regressar à terra natal. Depois da imagem de a Virgem ter passado…
372 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
ÙÚÛÚ ÜÝÞßàáÚÛ â ãà ßÚäÛå âÝ ÞÚ ÛÚ â ãà ßÚäÛå ÞÛåÜåæáàÚÛ, as multidões
correm a Fátima, como se o milagre fosse o objetivo principal da
passagem de Jesus entre os homens...
O nosso egoísmo faz-nos esquecer que os milagres do Senhor
constituíram simples incidentes e que o fim único da vida terrestre do
Homem-Deus, foi trazer-nos a “mensagem do Pai”, “iluminar os que
estavam imóveis nas trevas e nas sombras da morte”, fazer-nos um com
Ele próprio, tornar-nos noutros Cristos pela Redenção.
Esquecemos...
Queremos ver prodígios...
E em Fátima, por disposição da Providência de Deus que “bem
conhece o barro de que somos feitos”, Maria, a Medianeira de todas as
graças, acolhe as nossas pobres súplicas e, com a sua omnipotência de
Mãe junto do Filho, apresenta-os a Jesus. E Cristo “passa fazendo o
bem”: sara os nossos males, livra do sofrimento os Seus humildes irmãos
pecadores.
E para quê?
Para que o Evangelho “seja anunciado aos pobrezinhos”.
Fátima é a repetição da história evangélica da Judeia e da Galileia.
* * *
Na charneca ainda estéril da Serra de Aire, Jesus passa, pregando
Ele próprio a sua doutrina e “confirmando-a com sinais” divinos. Quando
amanhã a ciência, após meticuloso estudo, vier terminantemente fazer
confissão da sua impotência para explicar por meios naturais os prodígios
da Cova da Iria, estaremos em presença do milagre – o fenómeno
sensível, extraordinário, que atrai todos os olhares, que se impõem a
todas as inteligências, que se proclama com entusiasmo, que é narrado,
descrito, demonstrado.
Estaremos em presença do facto apologético de Fátima,
denunciando a intervenção direta de Deus, a Quem apraz revelar a sua
omnipotência por uma forma tangível, indubitável.
E com que fim?
Para confirmar a fé dos que creem e para acender a luz da crença
nas almas de boa vontade onde ela não brilha, dispensando-as de buscar
algures, à custa de mais longo e mais penoso esforço, as consoladoras e
fortes certezas da doutrina que salva.
Fátima surgiu providencialmente para que o Senhor possa ouvir ali,
como ouviu outrora na Judeia, o brado angustiado dos corações
portugueses, onde a esperança renasce: – “Senhor, a quem iremos? Só
tu tens palavras de vida eterna!...”.

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