Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Rio de Janeiro”8 pages
368 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) ¡ puder sobre Fátima e sobre o Seminário, já que mais ninguém é capaz de o fazer… Eu precisava de alguns santinhos de Nossa Senhora de Fátima; mas não tenho cum quibus…; por outro lado envergonho-me de os pedir diretamente ao Sr. Bispo ou ao Sr. Dr. Marques. É claro que não eram para mim: eram para distribuir por esse mundo além. Quererá V. Revª fazer-se meu intercessor? Da questão romana que quer que lhe conte? Notícias abundantes devem vir nas “Novidades”. Limito-me a algumas impressões particulares. Os italianos estão contentíssimos (pudera!). Eu nunca vi tanto entusiasmo em Roma toda e em S. Pedro como no dia 12 p.p. É claro que nada disto se compara ao entusiasmo de Fátima, porque os italianos são muito frios. Durante todo o cortejo pontifício (e eu pude observar tudo muito bem porque ia encorporado nele, a servir de secretário de sua Emia, o Sr. Cardeal Bisletti) os vivas e as palmas eram contínuas. Até aqui parece que os italianos não gostavam nada do Cardeal Gasparri; mas agora!?... Ao longo do cortejo todos perguntavam por ele, todos apontavam para ele, e muitos lhe davam vivas! Um dos vivas que, por umas poucas de vezes me feriu os ouvidos, foi este: “Viva il Papa della Conciliazione!” No fim do Pontifical, o Papa deu, no centro da Basílica, a bênção papal com indulgência plenária a todos os presentes. Estavam muitos oficiais italianos de vários regimentos e da milícia fascista; e todos perguntavam pelo Gasparri. Bendito seja Deus! Foi um dia completamente cheio. Graças a Deus que já se vê a bandeira arvorada em Roma ao lado da Italiana, não só nas casas particulares mas até nos edifícios do estado! É a melhor obra de Mussolini. Soube no dia 12 em casa do cardeal Bisletti que o rei não queria assinar o tratado de conciliação; foi preciso ser obrigado pelo filho, o príncipe Umberto, (que é muito piedoso) e por Mussolini. Basta ele ser maçónico. O príncipe Umberto há muito que andava deserto que se chegasse a este acordo. Como esta já vai de légua e meia, e, o que é pior, sem pés nem cabeça, vou terminar pedindo a fineza de desculpas para todas as faltas que encontrar ao longo destas 15 páginas. Ao menos é uma vez boa! O Sr. Pe. Fonseca pede-me para lhe apresentar muitos cumprimentos. Ele vem ficar ao Colégio, mas durante o dia não está. Vem às 6as, ceia connosco e sai de manhã pelas 6 horas e meia, pouco mais ou menos. Como vê é muito pouco tempo. Paciência. A rapaziada aí teve festa todos os três dias de Carnaval, não é verdade? E que tal? Nós aqui não tivemos divertimento nenhum.
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