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The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Mons”11 pages
329 aa a a a O prestígio de que goza na sua diocese é deveras notável e excecional. – O sr. D. José é um dos mais notáveis bispos portugueses – ouvimos comentar a um grupo, em que se discutiam assuntos de arte religiosa. – Possuindo uma sólida cultura e uma rara erudição, nunca o nosso venerando Prelado deixou de emitir uma opinião segura e criteriosa, acerca de qualquer assunto, sobre o qual tenha sido consultado. – Ainda há pouco – referia de lado o Rev. Padre Lacerda, estimado pároco da freguesia dos Milagres – foram feitas a S. Exª. Rev.ma algumas perguntas, das que vulgarmente se chamam de algibeira, porque raro é encontrar-se alguém habilitado a responder de pronto e com segurança. Pois o sr. Bispo de Leiria não hesitou um momento em dar a resposta desejada, apesar de se tratar dum assunto, em que se requerem conhecimentos especializados. O sr. Bispo de Leiria é um Prelado culto e sabedor que dá honra ao venerando corpo do Episcopado Português, e da sua ação disciplinadora e apostólica muito tem a esperar a Igreja em Portugal e particularmente a diocese de Leiria. Como duma visita de cumprimentos, se deriva uma conversa cheia de interesse e oportunidade Foi, pois, no cumprimento dum grato dever de cortesia e reconhecimento, que no edifício do atual Paço Episcopal fomos procurar S. Exª. Rev.ma o sr. Bispo de Leiria. Fizemo-nos anunciar com um simples cartão de visita. E alguns momentos passados, um reposteiro se abre, deixando aparecer a figura veneranda do sr. D. José, a quem o debruado vermelho da batina e a Cruz que lhe pendia do peito imprimiam um tom de Patriarcal majestade. – Então por Leiria? – perguntou o Prelado com bondade. – É verdade sr. D. José. Vim como delegado do meu jornal, assistir à reunião que se realizou no Edifício da Câmara, por motivo do novo Caminho de Ferro de Tomar à Nazaré. E uma vez nesta cidade, não devia retirar-me sem cumprir o dever de vir cumprimentar S. Ex.ª. Rv.ma. – E gosta de Leiria? – Gosto muito. Admiro sobretudo o aspeto imponente do seu castelo. – Demora-se muito por cá? – Apenas o tempo indispensável para colher os elementos de estudo necessários a uma série de crónicas que me proponho escrever, tomando para assunto o novo Caminho de Ferro de Tomar à Nazaré. Para isso tenciono percorrer toda a região servida por este Caminho de Ferro, indo daqui para Alcobaça, Nazaré, Batalha, Porto de Mós, Ourém, Doc. 86 1926-05-13
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