Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Mons”11 pages
316 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) dMNO P P MQMR O TdO UO MV O WV OX dOX Y WO dY TY PZ Q[ Y dO \YUO dO ]X [OR dO freguesia de Fátima, na companhia dos meus primos Francisco Marto e Jacinta Marto; depois de rezarmos o terço, como de costume, começámos a brincar, fazendo um muro à volta duma moita, quando vimos um relâmpago para o lado do nascente, e, receando que viesse trovoada, embora estivesse bom tempo, eu disse ao Francisco que era melhor irmos para casa recolher o gado quando chegámos ao meio da fazenda, deu outro relâmpago, e, dois passos adiante, vimos em cima duma carrasqueira, que teria um metro de altura aproximadamente, uma Senhora muito formosa, com aparências de nova, talvez de dezoito a vinte e dois anos, envolta num clarão mais brilhante que o sol. Ficámos muito assustados por vermos aquele resplendor que a envolvia, mas a Senhora a meia voz, mas bem inteligível, disse-nos: “Não tenham medo, porque eu não vos faço mal”. Eu perguntei-lhe: “donde é Vossemecê?” ao que ela respondeu: – “Eu sou do Céu” – “O que é que Vossemecê me quer?” Ela respondeu: – “Quero que venhas aqui durante seis meses, e no fim te direi o que quero”. Perguntei-lhe pela Maria, do José das Neves, e ela disse-me que estava no céu; perguntei-lhe pela Amélia, e disse-me que estava no purgatório. Se me disse mais alguma coisa neste mês, não me lembro. Nisto, desapareceu, subindo muito alto para o lado do nascente”. –“Como estava vestida a Senhora?”. Respondeu: “Estava vestida de branco, coberta desde a cabeça até à extremidade do vestido com um manto galoado a ouro, preso com um cordão dourado, terminado por uma borla também dourada, nada tendo sobre a cabeça além do manto; as mangas do vestido chegavam até às mãos postas à altura do peito e donde pendiam umas contas brancas, terminadas por uma cruz também branca; parece-me que não vinha descalça, mas não posso determinar bem porque pousava sobre folhas envoltas em luz e porque não reparei bem nos pés; via-se um pouco das orelhas, mas não posso precisar se tinha brincos ou não, parecendo-me contudo que tinha um fiozinho de ouro”. – “Qual era a tua idade e a dos teus primos nessa ocasião?”. Respondeu: – “Eu nesse tempo tinha dez anos, o Francisco nove e a Jacinta seis2”. – “Os teus primos também viram e falaram com essa Senhora?”. Disse: – “Os meus primos não fizeram perguntas, mas a Jacinta dizia tê- -la ouvido e o Francisco via-a, mas não a ouvia”. 2 Jacinta tinha já sete anos.
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