Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Natal”7 pages
311 øùúûüýùþÿû Dù þù António de Paula 6. Manuel António de Paula, de sessenta e um anos de idade, natural do lugar de Boleiros, freguesia de Fátima e morador em Lisboa, na rua de Santa Marta, número duzentos e dezoito, primeiro andar, passou os meses de setembro e outubro de mil novecentos e dezassete na sua terra natal. Antes dessa época, soube por cartas de pessoas das sua relações e de confiança, de Boleiros e de outros lugares da freguesia, que se tinham verificado acontecimentos extraordinários no céu à hora da aparição de Nossa Senhora a três crianças que só conheceu depois no mês de setembro. Ficou muito admirado e tratou de indagar o que havia de verdade, escrevendo a um amigo de Boleiros, António Borralho, filho de Jacinto Borralho, tendo ido por esse motivo a mãe dele falar com os pais das crianças. O António respondeu que não era falso o que as crianças diziam, porque havia todos os indícios de que falavam verdade. Em setembro apressou a sua vinda por estar ansioso de saber bem e presenciar o que se passava. Em treze de setembro foi à Cova da Iria, mas não viu senão muito povo, que muitos calculavam em cinquenta mil pessoas. Esteve pouco mais ou menos à distância de sete metros das crianças, que viu chegar no meio de uma grande multidão que as acompanhava e viu-as ajoelhadas junto da azinheira a rezar o terço. A certa altura as pessoas que estavam próximo disseram que se descobrissem, porque as crianças o tinham mandado por Nossa Senhora estar presente. Onde ele estava todos se descobriram respeitosamente. Uns estavam de pé, outros de joelhos. Quase todos ajoelharam quando elas deram a ordem. Houve pessoas que disseram ter visto uma estrela. Outros lastimaram-se de não ter visto nada. Em seguida foi a casa das crianças e primeiro à da Jacinta. Ali encontrou muita gente. Umas senhoras estavam interrogando a Jacinta e pedindo-lhe que rezasse para que acabasse a guerra. Por isso foi para casa da Lúcia. Estavam ela e os pais. Falou com a mãe. Também estava a casa tão cheia de povo, que quase ninguém podia lá mover-se. Perguntou então à mãe o resultado. A mãe respondeu que a filha depois da primeira aparição foi para casa à noite e que lhe disse ter visto Nossa Senhora na Cova da Iria. Não quis acreditar porque a filha não era o que ela desejava que fosse, com méritos para ver Nossa Senhora. Quis bater-lhe. A Lúcia com medo dela, começou a dizer por fora o que se passava e não queria contar à Doc. 80 1923-09-23
Document, cited by the archive. The PDF is mirrored here; the original link is under it. 653 pages are in the text index: search them above, or from the library's search.