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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

  • p. 259 …Catarina parece- -me que em dia de Natal à missa das Almas. Do mundo não posso…
  • p. 313 …mil novecentos e dezassete na sua terra natal. Antes dessa época, soube por cartas de pessoas…
  • p. 344 …de boas-festas pelo grande dia de Natal, aniversário do nascimento do nosso querido Jesus; espero…
  • p. 361 …Senhor Padre Aparício Como se aproxima o feliz dia de Natal aproveito já esta ocasião para…
  • p. 381 …Pode bem ser que tome presbítero pelo Natal, mas ainda não sei decerto. Orações muitas orações…
  • p. 552 …29 Prefácio de Natal.
  • p. 557 …tudo estivesse terminado, para regressar à terra natal. Depois da imagem de a Virgem ter passado…
310 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
âã äåæçè éê äåè è ëè çãìê íæ è îè êï è ðñòóî äè ôæõè íè öçê è÷ ã è âã äåæçè
respondeu que não era ela, mas sim um anjo, o vulto que a Carolina,
filha mais nova da depoente, de doze anos, e uma pequena de sete
anos, de Espite, viram a vinte e oito de julho junto da azinheira, de
pequena estatura, muito lindo, de cabelo loiro, vulto que depois a Carolina
viu em cima da azinheira.
Em treze de outubro quando a Lúcia disse: “Já lá vem Nossa Senhora,
estando uma das filhas da depoente, chamada Maria, em cima de uma
pedra, a um metro da azinheira, do lado do nascente, para guardarem o
arco para o povo o não estragar, a rapariga sentiu uma pancada na cara,
viu uma luz muito bonita ao pé dela e deu um grito dizendo: “Ai! Nossa
Senhora!”. A depoente olhou e viu uma estrela, uma bola, não
inteiramente redonda, como um ovo, muito bonita, das cores do arco
celeste, mas muito mais vivas, tendo uma cauda de metro e meio de
cores brilhantes. Passou muito rapidamente e perto da azinheira, e
desapareceu a um palmo da terra. Viu o sol que desceu muito.
Depois de treze de setembro disse à Lúcia que perguntasse à Senhora
quem ela era. A azinheira abanava muito quando ela disse que vinha a
Senhora. Ouviu a Lúcia perguntar: “A Senhora deu licença para fazer a
capelinha, agora diga com que título havemos de a adorar”. Quando ela
se levantou, depois da aparição, perguntou-lhe que título ela tinha dito e
a pequena disse que era Nossa Senhora do Rosário. Nesse dia a Lúcia
disse também: “Agora fechem os chapéus”, que já vem S. José ao sol e
o Menino deitar a bênção, em bem Nossa Senhora chegando ao Céu”.
Depois que ela disse isto o sol bailou. Daí em diante, a concorrência
tornou-se cada vez maior. Indivíduos mal intencionados vieram de longe
fazer um desacato. O povo queria que se fizesse uma capela. Ela pediu
ao senhor Prior que desse licença para se fazer uma capelinha a fim de
se guardarem as esmolas que se recebessem em géneros e ele deu licença.
A depoente falou com um pedreiro e fez-se a capela. Mandou fazer
o poço o ano passado. A água apareceu há dois anos.
Este depoimento foi confirmado com juramento pelo marido, que
não acrescentou nada digno de nota. Nem a depoente nem o marido
sabem escrever.
A rogo da testemunha António dos Santos
Doutor Padre Manuel Nunes Formigão Júnior, relator
Doutor Padre Manuel Marques dos Santos, promotor da fé

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