Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
301 D;?;@A= B; CEG>E H=IE 3. Maria Rosa, viúva de António dos Santos, de cinquenta e cinco anos de idade, natural da Perulheira e batizada no Reguengo do Fetal, atualmente moradora em Aljustrel, teve sete filhos, morrendo um à nascença. São todos mais velhos que a Lúcia. No ano anterior ao das aparições, ouviu a filha Lúcia e outras dizerem que tinham visto noutro lugar uma pessoa embrulhada num lençol. Não fez caso de tais palavras. Em mil novecentos e dezassete, no dia treze de maio, a Lúcia não disse nada em casa do que se tinha passado na Cova da Iria. No dia seguinte, a mãe ouviu dizer a umas vizinhas que tinham perguntado à filha o que é que ela tinha visto. Julgou que se referiam ao ano anterior e ficou admirada de falarem em coisas tão antigas. Elas disseram que tinha sido na véspera e que o Francisco e a Jacinta tinham dito tudo em casa. A mãe de Lúcia continuou a não ligar importância ao que se contava. As duas filhas, Maria dos Anjos e Carolina, interrogaram a Lúcia sobre os acontecimentos da véspera e foram para casa e disseram que realmente a irmã tinha visto alguma coisa. Por fim, a mãe perguntou-lhe também o que vira. Ela disse que via uma mulherzinha muito bonita; que o vestido que trazia era todo branco, que à pergunta” – “de onde era” – apontara para o Céu dizendo que era de lá, e que tendo-lhe perguntado se não iam para o Céu o Francisco, a Jacinta e ela Lúcia, a aparição respondeu que sim. A Mãe, ao ouvir estas palavras exclamou: “Que felizes que vocês são!”. Disse a Senhora que queria que fossem lá seis meses a fio e que por fim diria o que queria. A mãe abstinha-se de fazer muitas perguntas à pequena. Resolveu ir para a Cova da Iria, se visse que ela voltava lá, para a observar escondida sem que ela visse, julgando que não iria mais ninguém. Mas logo se ajuntou gente no dia treze de junho para a acompanhar e por isso não foi. Nesse dia, entre as pessoas que a acompanhavam estavam duas mulheres de Boleiros. Deixou ir a filha. Vestiu-a melhor porque ia dali para a festa de Santo António na igreja paroquial. A mãe foi para a festa para ouvir a missa. No caminho encontrou um grupo de cinco ou seis pessoas que iam de Fátima para Aljustrel. Julgando que queriam ir à festa, disse-lhes: “Os senhores estão enganados, a festa é para ali”. “Nós não vimos para a festa”, retorquiram eles, “vimos em cata de três crianças que dizem ter visto Nossa Senhora”. Admirou-se da resposta e perguntou-lhes de onde eram. Disseram que eram dos Carrascos. Não lhes confessou que era a mãe de uma das crianças. Eles perguntaram onde estavam as crianças. Doc. 80 1923-09-28
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