Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Vitoria”12 pages
299 c !" "#$%" &" c' # '( #$) *' ! $+( ,- . # dezanove era um domingo. A Lúcia andou a guardar o gado em companhia dos primos, Francisco e João, ao pé dos Valinhos. Tinham vindo pouco antes da Missa. A Jacinta ficou em casa para a mãe lhe tratar da limpeza da cabeça, indo o irmão João com as ovelhas em vez dela. Passado um bocado, o João apareceu em casa em procura da Jacinta, dizendo que a Lúcia o tinha mandado ir lá para a levar. A mãe perguntou: “Então para que querem lá a Jacinta? Ainda te parecem poucos os que lá andam para a brincadeira? O João explicou então: “A Lúcia deu-me um vintém para a vir chamar e que não dissesse à minha mãe para o que era”. A mãe agarrou no João e disse: – “Ou tu me hás de dizer para que é ou também não te deixo ir a ti”. Então o pequeno declarou que a Lúcia lhe dissera que já via os sinais no Céu, que Nossa Senhora também aparecia nesse dia e que queria que a Jacinta também lá estivesse. A mãe disse ao João: “Vai chamar a Jacinta que está na casa da madrinha e venham por aqui”. A mãe fez essa recomendação porque queria ir com os filhos para ver o que diriam ou fariam. Mas eles foram por outro caminho. Como tardassem, foi à sua procura, a casa da madrinha, onde perguntou pelo seu paradeiro. A madrinha respondeu: “O teu João esteve aí, disse uma espécie de segredo à Jacinta e abalaram a correr por a serventia da estrada dos talhos acima, direitos aos Valinhos. Olímpia de Jesus, que desejava ir ter com eles, esperou um bocado e por fim pôs-se a caminho. Mas então já vinham de regresso a casa o Francisco e a Jacinta, dizendo que Nossa Senhora tinha tornado a aparecer, mas que o João não a tinha visto. Quando o João veio à noite, a mãe perguntou se tinha visto alguma coisa. Ele respondeu que viu a Lúcia, o Francisco e a Jacinta de joelhos, ao pé da azinheira, ouviu a Lúcia falar e quando a Lúcia disse: – “Ela já lá vai, ó Jacinta” – ouviu uma rugida como de um foguete, mas não viu nada. E acrescentava que até lhe doía os olhos de olhar para o ar. Contava então onze anos de idade. Em treze de setembro, depois de as crianças partirem para a Cova da Iria, foi chamar a cunhada para irem ambas em segredo, isto é, de maneira que ninguém as visse. Chegaram e deixaram-se ficar na encosta, não indo para o pé das crianças para não serem vistas. Quando o povo gritou que via sinais, não perceberam o que ele dizia, mas pareceu-lhes ver um fumozinho subir do meio do povo ao pé da azinheira. Logo que notaram que as crianças se vinham embora e que o povo as seguia, disse a mãe da Jacinta: “Elas estão salvas, vamo-nos embora”, voltando para suas casas. Parece-lhe ter ouvido à Lúcia que a Senhora lhe tinha Doc. 80 1923-09-28
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