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The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
287 XYZ[ Z \[]^_`Z`^a b Yc^d dZeghdd[YZdijjj E vós ó pais! Chefes de família que tanto estremeceis os vossos entes queridos, arrancai-os às garras impiedosas dos reacionários que lhe torcem o cérebro e matam a razão! Escutai-nos todos, homens, mulheres e crianças; escutai: a Liberdade estorce-se em convulsões horríveis... vibra no espaço, repercutindo-se de serra em serra, um clamor angustioso pedindo socorro!...É a Liberdade que tomba aniquilada! É a Liberdade que morre nas garras cruentas do jesuitismo! Corramos a salvá-la! Que nem um só de vós que adore a Liberdade, se detenha... porque defender a Liberdade é defender a vida... porque a vida de nada serve quando a Liberdade falte!... Vamos ao combate, povo, vamos sem demora, que a Liberdade morre... O que é essa ridícula manifestação da aparição da Fátima senão um pretexto para impunemente perante os nossos olhos espantados com tanto atrevimento, os padres, os jesuítas da casaca e chapéu fino, toda a corte de reacionários, fazerem uma parada das suas forças?! O ataque à República, à Liberdade, é bem claro. Pois não dizem eles nos seus pasquins infames próprios da sentina, que nós os livre pensadores, é que somos os traidores, os inimigos da República?!... Que todo o ser que vive impenitente e morre recusando os sacramentos da igreja católica, vive como um bruto e morre como um cão?!... Somos brutos, somos cães, porque, apesar dos nossos exemplos de virtudes cívicas, de bom comportamento social, não acreditamos na comédia da Fátima, nem em outras comédias semelhantes! Povo, tens sentimento religioso? És crente?! Pois bem, guarda a tua crença, a tua fé, – que nós respeitamos, – mas não te deixes explorar! Não deixes violentar a tua consciência religiosa por esses negociantes da religião! O Milagre da Fátima, povo, é uma ridícula mentira, é uma comédia, não é religião! Vamos, liberais! Ergamo-nos todos desta apatia criminosa, e sem demora combatamos, não o sentimento religioso do povo português, povo tão bom, raça de heróis, mas combatamos a exploração que o clericalismo está fazendo ao povo, impingindo-lhe por bom preço, imagens da santa – de marca registada para evitar a concorrência de outros vampiros! – ó descaramento! – e levando-o pela sugestão a chafurdar e a beber loucamente, a água milagrosa, água porca, imunda, cheia de podridão, de pus e de micróbios pestíferos que as carnes chagosas de doentes ali deixam depositadas nas lavagens!... Doc. 78 1923-06-01
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