Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“Mons”11 pages
267 ; ? = @= ABCDE? FG B < =? =H @E IJ = CBK @E ? @=@EH D=K = @= DBL Joaquim Pedro Crispim, proprietário, moradora no Casal da Agreireira, concelho de Torres Novas, sofria diariamente, havia alguns anos, de adormecimento ou quase paralisia dos braços a ponto de o marido ter por vezes de lhos amparar para que pudesse alimentar um filho que tinha, precisando outras vezes de os aquecer com panos e de os esfregar muito para ganharem um pouco de ação. Cheia de confiança em Nossa Senhora de Fátima, lavou os braços por três vezes com água e terra do local das aparições achando-se logo completamente boa. – Manuel Gaspar, de 35 anos, natural de Ribeiros, Vila de Rei, casado com Maria Umbelina, adoeceu gravemente em 15 de abril de 1922, passando os dias e as noites em altos gritos. O seu corpo era todo ele uma verdadeira chaga. Toda a gente o julgava perdido. Os médicos, ainda os mais afamados, não conseguiram curá-lo nem sequer descobrir a causa de tão horrível enfermidade. A 13 de maio muitas pessoas da sua freguesia foram em peregrinação a Fátima e de lá trouxeram água e terra do lugar das aparições, dizendo que possuíam uma eficácia prodigiosa e que já tinham feito muitas curas. O pobre enfermo ficou cheio de alegria e confiança, e, pondo de parte todos os medicamentos, mandou lavar as feridas com a água e empoá-las com a terra. Depois de alguns curativos desta natureza, experimentou notáveis melhoras e ao cabo de alguns dias todas as feridas tinham cicatrizado, encontrando-se agora de perfeita saúde. – Maria José, de 10 meses de idade, de Viseu, foi atacada de constipação, seguida de rouquidão e bastante febre. A avó, D. Maria José de Lemos Queirós, recorreu a Nossa Senhora de Fátima, prometendo uma esmola para as obras do Santuário, se a criança melhorasse. A rapidez extraordinária com que ela se curou, logo depois da promessa, sem que a doença deixasse vestígios, foi considerada por toda a família como um sinal da intervenção benéfica da Santíssima Virgem. – “Em princípios de maio de 1919 tinha um sobrinho gravemente doente. Era de compleição bastante fraca e, tendo já treze meses, ainda não tinha dente nenhum. Grandes eram as minhas apreensões e o médico não alimentava dúvidas acerca da gravidade do seu estado. Que fazer nesta aflição? Invocar Maria Santíssima do íntimo da alma para que intercedesse por mim junto de seu Divino Filho e dispensasse a sua maternal proteção ao inocentinho. Tinha conhecimento da proteção da Santíssima Virgem sob a invocação de Nossa Senhora de Fátima pelo relato publicado no jornal “A Guarda”. Com este novo título a invoquei e, tendo colocado sob o travesseiro da criança uma porção de terra do lugar das aparições, Doc. 73 1923-03-a.18
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