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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

  • p. 276 …Até aqui Mons. de Ségur4. Como o milagre é uma intervenção extraordinária da Providência, e Deus…
  • p. 326 …84 1926-02-p.15, Pontevedra Carta de Lúcia para Mons. Manuel Pereira Lopes, seu confessor…
  • p. 365 …Antes de dar o anel a beijar, Mons. Caccia que o acompanhava, entregou-lhe uma estampazinha…
  • p. 366 …ao Reitor do Colégio Português, na época, Mons. Porfírio da Silva Mendes Cordeiro, da Diocese de…
  • p. 403 …Santo Padre terá dito; mas logo que Mons. Reitor tenha ensejo de falar com os Monsenhores…
  • p. 515 …Ofereci imediatamente um exemplar ao Mons. Reitor, ao Sr. Vice-Reitor e ao Sr. P. Fonseca…
  • p. 530 …Condes de Campo Belo, que se encontravam de passagem em Roma, o pessoal das Legações, Mons…
  • p. 620 …85, 174, 232, 302, 317, 576 ARATA, Mons. Antonino 538 Arcebispo de Bombaim - ver também LIMA…
  • p. 622 …Manuel Gonçalves 494, 538 CARDINALE, Mons. Beda 538 Carlos (filho de Maria do Carmo) 166 Carmelo…
  • p. 631 …167, 197, 263, 584, 585, 587 Machado, Mons. 528 MACHADO, Paulo Gonçalves 71 Madeira (ilha) 23…
  • p. 634 …Jesus 5 Núncio Apostolico - ver também CARDINALE, Mons. Beda 538 NUNES, Leopoldo 489 NUNES, Manuel 414…
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pendia-lhe, rematado por uma cruz de ouro, um lindo rosário, cujas
contas, brancas de arminho, pareciam pérolas. De todo o seu vulto,
circundado de um esplendor mais brilhante que o do sol, irradiavam
feixes de luz, especialmente do rosto, de uma formosura impossível de
descrever e incomparavelmente superior a qualquer beleza humana.
Entre a Aparição e a Lúcia estabeleceu-se um diálogo, que durou
cerca de dez minutos.
A Jacinta viu a Aparição e ouvia distintamente as palavras que ela
pronunciava, dirigindo-se à Lúcia, mas nunca lhe falou nem tão pouco a
Aparição lhe dirigiu a palavra. O Francisco só via a Aparição, não
ouvindo nunca o que ela dizia à Lúcia, apesar de se encontrar à mesma
distância e possuir excelente ouvido.
A Aparição convidou nesse dia os três pastorinhos a voltarem todos
os meses no dia 13, durante seis meses consecutivos, àquele local,
vulgarmente conhecido pelo nome de Cova da Iria e situado a pouco
mais de dois quilómetros da igreja paroquial de Fátima, ao lado da
estrada distrital de Vila Nova de Ourém à Batalha. A princípio ninguém
prestava crédito às afirmações das crianças, que eram apodadas de
mentirosas por toda a gente, mesmo pelas pessoas de família.
A 13 de junho umas cinquenta pessoas acompanharam os videntes
ao local das aparições, na esperança de presenciarem coisas
extraordinárias. Nos meses seguintes o concurso de devotos e curiosos
aumentou consideravelmente, reunindo-se talvez cinco mil pessoas em
julho, dezoito mil em agosto e trinta mil em setembro junto da azinheira
sagrada.
No momento em que se verificava a aparição, inúmeros sinais
misteriosos, de que muitas pessoas fidedignas dão testemunho, se
sucediam uns após outros na atmosfera e no firmamento.
A Aparição recomendou insistentemente que todos fizessem
penitência e rezassem o terço do Rosário. Comunicou às crianças um
segredo, que não podiam revelar a ninguém. Prometeu-lhes o Céu.
Pediu que naquele local se erigisse uma capela em sua honra e
declarou que no dia 13 de outubro havia de fazer um milagre para que
todo o povo acreditasse que ela realmente tinha ali aparecido.
Em 13 de agosto, momentos antes da hora da aparição, as crianças
foram ardilosamente raptadas pelo administrador do concelho, que as
reteve em sua casa durante dois dias, ameaçando-as de morte se não se
desdissessem ou se pelo menos não revelassem o segredo que a Aparição
lhes tinha confiado.
Doc. 73 1923-03-a.18

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