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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

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por geografias mais distantes. Para tal contribuiu certamente a difusão
do livro de Ludwig Fischer. Segundo o documento de aprovação da
obra pelo bispo de Leiria, “este entusiasmo transbordou da sua Alemanha
e espalhou-se pela Holanda, Checoslováquia, Jugoslávia, Roménia, etc“
(doc. 119, p. 428). Também o jesuíta Luís Gonzaga Cabral reconhecia
a importância do livro para a difusão de Fátima, quer pela qualidade da
obra, quer pelo facto “de ser escrito por um estrangeiro, que se dirige
aos seus compatriotas alemães, propondo-lhes Portugal como modelo“
(doc. 122, p. 508). A dita conferência de Luís Gonzaga da Fonseca
advertia que o nome Fátima “mais ou menos estropiado conhece-se em
todas as nações da Europa, e fora dela, nos Açores e na Madeira – em
Angola e Moçambique – nas Índias e na China, nos Estados Unidos e
no Brasil” (doc. 130, p. 531) Os territórios que eram ou tinha sido
portugueses permitiam que a devoção chegasse a outros continentes.
Do Lubango, Angola, surge-nos um testemunho de 1929, que conta a
difusão do jornal Voz da Fátima e narra o culto a Nossa Senhora de
Fátima no aniversário da primeira aparição (doc. 103, p. 376-377). Do
Brasil, chega a notícia da inauguração, em 1930, de uma imagem no Rio
de Janeiro, depois de ter seguido benzida de Portugal, e a informação
de que “o culto a Nossa Senhora do Rosário de Fátima está a propagar-
se extraordinariamente” (doc. 116, p. 418).
3.8 - Acolhidos e divulgados em Portugal e no estrangeiro, os
acontecimentos de Fátima estavam prestes a obter o reconhecimento
da autoridade eclesiástica diocesana. Em 13 abril de 1930 foi aprovado
o relatório pela comissão canónica, criada por D. José Alves Correia da
Silva oito anos antes (doc. 120, p. 430-505; doc. 121, p. 506). É um
documento longo e pormenorizado, redigido por Manuel Nunes
Formigão, que procura historiar as aparições e analisar os diferentes
aspetos a elas relativos, de modo a concluir que são credíveis. Com
base nos relatos dos videntes e das testemunhas, o relatório pronuncia-
-se pela sinceridade daqueles e pela verdade do que disseram, mesmo
em ambiente adverso, e entende que as aparições não podem confundir-
se com alucinações. A credibilidade é sustentada também pelo habitual
desinteresse dos familiares das crianças, não propícia à construção de
um relato desconforme com o ocorrido, assim como pelo alheamento
dos padres e pela reserva ponderada da autoridade eclesiástica. Muito
valor é dado às declarações de Lúcia, cujo depoimento oficial “não
pode deixar de oferecer as mais seguras garantias de credibilidade“ (doc.
Introdução

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