Documents / Document
The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
“V.M.”2 pages
243 ¿ÀÁ ÂÃÄÁ ÅÃÆÀÇÈÀÁ ÉÊË ÁË ÌÆÍÆÀÎ ÏÀÐÑÃËÅÆÌÀÁ ÒËÓÀ Aparição, faleceram duas antes da nossa entrada nesta Diocese. Interrogámos várias vezes a única sobrevivente. A sua narração e as suas respostas são simples e sinceras – nelas não descobrimos nada contra a fé e moral. Poderia exercer aquela criança, hoje de 14 anosb, uma influência tal que explicasse a concorrência do povo? Disporia ela de tal prestígio pessoal que ali arrastasse aquelas massas humanas? Impôr-se-ia pelas suas qualidades precoces a ponto de fazer convergir para junto dela tantos milhares de pessoas? Não é provável – tratando-se de uma criança sem instrução de espécie alguma e de uma rudimentaríssima educação. De mais a mais, a pequena saiu da terra, nunca mais lá apareceu – e não obstante o povo acorre ainda em maior número à Cova da Iria. Explicará porventura este ajuntamento o aprazível e pitoresco do local? Não. É um sitio ermo, vulgar, sem arborização, sem água, longe do caminho de ferro, perdido nas dobras de uma serra, despido de todos os atrativos naturais. Irá o povo por causa da Capela? As pessoas devotas tinham edificado ali uma pequena ermida, tão pequenina que nem se podia celebrar a Santa Missa dentro dela. No mês de fevereiro deste anoc, uns infelizes cuja má ação a Virgem Santíssima perdoe, foram lá de noite e com bombas de dinamite destruiram-na, lançando-lhe em seguida o fogo. Aconselhamos a que não se reedificasse – não só na previsão de novos atentados, mas também porque queríamos experimentar os motivos que levam ali tamanho ajuntamento de povo. Pois bem. Longe de diminuir, a multidão é de cada vez mais numerosa. * * * A autoridade eclesiástica tem-se mantido na expetativa. O Rev. Clero desde o princípio absteve-se de tomar parte em qualquer manifestação: apenas ultimamente permitimos que houvesse lá uma missa rezada e sermão nos dias de grande concorrência popular. A Autoridade civil tem empregado todos os meios – inclusive as perseguições, prisões a ameaças de toda a ordem para acabar com o movimento religioso naquele lugar. Todos esses esforços têm sido b Lúcia tinha quinze anos. c A dinamitação da capelinha ocorreu na madrugada do dia 6 de março de 1922. Doc. 68 1922-05-03
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