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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

  • p. 260 …de V. m.to a.to ven.or e obgº. Inácio António Marques de 26 anos…
  • p. 648 …Formigão 201 48 C 1920-01-14 Luís A.V. M.Vasconcelos Dr. Formigão 202 49…
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¿ÀÁ ÂÃÄÁ ÅÃÆÀÇÈÀÁ ÉÊË ÁË ÌÆÍÆÀÎ ÏÀÐÑÃËÅÆÌÀÁ ÒËÓÀ Aparição, faleceram
duas antes da nossa entrada nesta Diocese.
Interrogámos várias vezes a única sobrevivente.
A sua narração e as suas respostas são simples e sinceras – nelas
não descobrimos nada contra a fé e moral. Poderia exercer aquela
criança, hoje de 14 anosb, uma influência tal que explicasse a concorrência
do povo? Disporia ela de tal prestígio pessoal que ali arrastasse aquelas
massas humanas? Impôr-se-ia pelas suas qualidades precoces a ponto
de fazer convergir para junto dela tantos milhares de pessoas?
Não é provável – tratando-se de uma criança sem instrução de espécie
alguma e de uma rudimentaríssima educação.
De mais a mais, a pequena saiu da terra, nunca mais lá apareceu – e
não obstante o povo acorre ainda em maior número à Cova da Iria.
Explicará porventura este ajuntamento o aprazível e pitoresco do
local? Não. É um sitio ermo, vulgar, sem arborização, sem água, longe
do caminho de ferro, perdido nas dobras de uma serra, despido de
todos os atrativos naturais.
Irá o povo por causa da Capela? As pessoas devotas tinham edificado
ali uma pequena ermida, tão pequenina que nem se podia celebrar a
Santa Missa dentro dela.
No mês de fevereiro deste anoc, uns infelizes cuja má ação a Virgem
Santíssima perdoe, foram lá de noite e com bombas de dinamite
destruiram-na, lançando-lhe em seguida o fogo.
Aconselhamos a que não se reedificasse – não só na previsão de
novos atentados, mas também porque queríamos experimentar os
motivos que levam ali tamanho ajuntamento de povo.
Pois bem. Longe de diminuir, a multidão é de cada vez mais numerosa.
*
* *
A autoridade eclesiástica tem-se mantido na expetativa. O Rev. Clero
desde o princípio absteve-se de tomar parte em qualquer manifestação:
apenas ultimamente permitimos que houvesse lá uma missa rezada e
sermão nos dias de grande concorrência popular.
A Autoridade civil tem empregado todos os meios – inclusive as
perseguições, prisões a ameaças de toda a ordem para acabar com o
movimento religioso naquele lugar. Todos esses esforços têm sido
b Lúcia tinha quinze anos.
c A dinamitação da capelinha ocorreu na madrugada do dia 6 de março de 1922.
Doc. 68 1922-05-03

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