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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

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mJK LMm KNO OM LMNMP OM m QRSLM TU. Preto duas vezes, com diferença
de 15 dias ou mais. Da segunda vez é que ele disse que fosse para o
hospital. No fim de dois meses disse ele à mãe que a retirasse, que mais
não lhe podia fazer; só uma operação em Lisboa, mas que mesmo assim
naturalmente não melhorava. Foi durante a doença muitas vezes a cavalo
num burrinho à Cova da Iria, a pedido dela, que insistia. No dia 13 de
janeiro foi lá pela última vez. Quando chegou à estrada, disse à mãe:
“cale-se agora, não diga nada, que eu quero rezar dois terços, na Cova
da Iria e oferecê-los a Nossa Senhora porque não queria que lhe fizessem
perguntas, que não lhe dissesse nada”. Pouco dormia durante a doença.
Mas não dava incómodo durante a noite.
Rezava o terço. Às vezes dizia: “Ó minha mãe já não posso rezar
senão sentada. Então dizia a mãe: “se não puderes rezar não rezes”.
Durante a doença, enquanto podia andar de pé, chamava as crianças
dos vizinhos e ensinava-lhes a doutrina. Enquanto foi viva havia sempre
crianças à porta. Ela tinha dois laços de fita de seda que lhe tinham
dado. Pediu à mãe, para os ir oferecer a Nossa Senhora à Cova da Iria.
Pendurou-os e depois disse: nunca mais cá torno.
Uma vez que ela se confessou em Lisboa, antes de ir para o hospital,
não percebeu bem o padre, e a mãe perguntou-lhe se tinha percebido a
penitência e disse que sim e se se tinha confessado bem, e disse que sim,
e acrescentou que não tinha pecados grandes, mas só ralhar aos cachopos
quando faziam barulho ou rixavam, e faltas de paciência com o tratamento
do buraco. Tinha sempre muitas dores. Queixava-se quando lhe mexiam
da cintura para cima. Mudava de roupa duas ou três vezes por dia por
causa do pus, e isso custava-lhe muito. Ia de vez em quando a pé (e só
uma vez a cavalo) à igreja paroquial para se confessar e comungar. Em
Lisboa confessou-se uma ou duas vezes e comungou três vezes, sendo
duas na Igreja da Estrela. Fez a primeira comunhão há dois anos, um
ano depois da última aparição.
Doc. 53 1920-04-09

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