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Documentação Crítica de Fátima (selection)

Sanctuary of Fátima · 653 pages · text from the file's own layer

The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.

190 DCF - Seleção de documentos (1917-1930)
D 
1918-12-31, Fátima
Depoimento de Manuel Gonçalves Júnior, segunda testemunha do inquérito
paroquial sobre as aparições de Fátima, nos dias 13 de julho a outubro de 1917.
Publ.: DCF, I - Doc. 33 (Este documento faz parte do Processo Paroquial de
Fátima).
Depoimento da 2ª testemunha
Manuel Gonçalves Júnior, casado, proprietário, de trinta e quatro
anos de idade, natural e morador no lugar do Montelo, desta freguesia
de Fátima, sendo interrogado sobre o que sabia relativo aos factos
ocorridos na Cova da Iria, disse que no dia treze de julho de mil
novecentos e dezassete se dirigiu àquele local, onde estava à hora
indicada pelas crianças videntes para a Aparição, e que notou que a
essa hora o calor, que era demasiado, começou a abrandar. Nesta
ocasião, chegaram as crianças, rezaram o terço com o povo, aplicado
pela Lúcia, – não sabendo se foi de iniciativa sua ou se foi a pedido de
alguma outra pessoa. Em seguida notou que a mesma Lúcia, estando
todos, povo e videntes, de joelhos, começou a falar para a carrasqueira,
como quem está a falar com outra pessoa, fazendo perguntas e esperando
respostas; mas não percebeu o que dizia, pela distância a que se
encontrava. Passado pouco tempo, levanta-se de repente, e de mãos
postas aponta para o lado nascente dizendo:
– Querem ver Nossa Senhora?!...
Nesta ocasião, também notou que a certa altura da carrasqueira se
formou uma espécie de névoa ou de nuvem, que se foi elevando seguindo
para o nascente, chegando a impallidecer o brilho do sol, e desapareceu.
Declarou mais que no dia treze de agosto do mesmo ano, pouco
depois da hora marcada para a Aparição, quando se comentava o rapto
das crianças, notou que houve um forte e inexplicável estrondo, junto à
carrasqueira, que atemorizou todo o povo, começando a fugir e a gritar
comovidamente, – havendo até algumas síncopes –, e que junto do sol
se formou uma nuvem com as cores do Arco-Íris.
Declarou, outrossim, que também no dia treze de setembro do mesmo
anno, notara que a Lúcia estava a falar junto à carrasqueira, como quem
está falando com outra pessoa, fazendo perguntas e esperando respostas,

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