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The Sanctuary of Fátima published this one-volume selection of documents from 1917 to 1930 in 2013. It draws on the fifteen-tome Documentação Crítica de Fátima, which appeared between 1992 and 2013. The selection contains 138 numbered documents. They include the parish priest's and Manuel Nunes Formigão's interrogations of Lúcia, Francisco and Jacinta, witness accounts of the October 1917 solar phenomenon, press coverage and records of the canonical commission. It ends with the bishop of Leiria's 1930 pastoral letter declaring the apparitions worthy of belief.
12 DCF - Seleção de documentos (1917-1930) ¢£¤¥¦§£¨ © £ ¤ª¦«¥¤¬ª ®ª®¯°£±, passadas as dúvidas iniciais, de “que as crianças falam verdade” (doc. 11, p. 63). A aparição de 13 de outubro aconselhou novo interrogatório às crianças, centrado no anúncio do fim da guerra, na visão de São José e do Menino Jesus e no milagre do sol. Segundo Lúcia, a Senhora dissera que “a guerra acaba ainda hoje” (doc. 18, p. 101). Na descrição de Francisco e Jacinta do fenómeno solar, o sol “andava à roda“ (doc. 18, p. 104). Alguma perplexidade quanto à credibilidade das aparições geraria a declaração do fim da guerra, pelo facto de os acontecimentos não confirmarem no imediato o anúncio. Manuel Nunes Formigão regressou aos interrogatórios aos videntes em 2 e 3 de novembro, na procura de mais elementos e no esclarecimento de pormenores que então se iam ouvindo. O interrogatório a Lúcia alarga- se à visão no ano anterior de “um vulto branco” que se parecia com “uma pessoa embrulhada num lençol” (doc. 22, p. 117). É ouvido também João Marto, irmão de Francisco e Jacinta, sobre a aparição de 19 de agosto. O volume ainda oferece o interrogatório do P. José Ferreira de Lacerda aos videntes, realizado em 19 de outubro de 1917, a partir de um questionário prévio (doc. 15, p. 81-88). Também aqui se indaga o detalhe, assim como se procura discernir um eventual sugestionamento das crianças, averiguando o conhecimento prévio de elementos integrados no conteúdo das aparições; cuidado também presente nos interrogatórios de Manuel Nunes Formigão. Muitas outras pessoas terão interrogado as crianças, também Carlos de Azevedo Mendes, advogado de Torres Novas, ainda em setembro de 1917, que deixou o relato em carta à sua noiva (doc. 7, p. 41-47). Fica a perceção da coerência e da genuinidade dos videntes, nos interrogatórios feitos em separado e na convivência com as crianças durante a visita ao local das aparições. 3.2 - A preocupação com a credibilidade das aparições atravessa a documentação logo desde o início. Assim, à narração dos videntes, juntam-se os testemunhos de outras pessoas capazes de confirmar o que deles provinha. Uns chegam-nos de cartas ou testemunhos particulares, outros de inquéritos organizados pelas autoridades eclesiásticas. No seguimento da aparição de 13 de outubro, o Patriarcado de Lisboa, pela pena de D. João Evangelista de Lima Vidal, incumbiu os vigários de Porto de Mós e de Ourém de colherem informações de testemunhas fidedignas sobre os acontecimentos ocorridos em Fátima em 13 de outubro (doc. 16, p. 89). O P. Joaquim Vieira Rosa, pároco de Alqueidão da Serra e vigário de Porto de Mós, vigararia vizinha de
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