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Autos Findos 908, vol. 2 (PDF)

Superior Tribunal Militar · 157 pages · text by OCR

This second volume of a Brazilian military court case file, archived by the Superior Tribunal Militar in 1997, holds the Army's Military Police Inquiry into the book "Incidente em Varginha" by Vitório Pacaccini and Maxs Portes. The file reproduces pages of the book, including the claimed 1962 abduction of soldier Geraldo Bichara at the sergeants' school in Três Corações. The military prosecutor called the claims of a 1996 creature capture untrue but found no crime, and the judge ordered the case archived in July 1997.

"Coisa estranha". Em foi acionado por moradores próximos ao Jardim Andere. Eles diziam ter visto "uma coisa estranha" perto da floresta do bairro. Antes de se deslocar até la, a Esafoi comunicada. Um caminhão do Exército seguiu para Varginha. O Corpo de Bombeiros então capturoua "coisa estranha" elevou para um dos hospitais da cidade.

As 15h do mesmo dia, as duas irmãs avistaram outra criatura no mesmo local. Apavoradas, correram. Meia hora depois voltaram comamãe. Maso suposto alienígenajã não estava lá. Segundo os ufólogos, esta segunda criatura só foi capturada cinco horas depois, às 20h, novamente pelo Corpo de Bombeiros. Levada para o mesmo hospital, foi retirada de la de madrugada, na companhia da outra criatura, num caminhão do Exército. Ficaram na Esa até que, quatro dias depois, foram transferidas para a Unicamp, em Campinas, interior de São Paulo. Lá, teria sido analisadas pelo legista Fortunato Badan Palhares.

Até aqui, os ufólogos garantem

não sabem se os supostos et's

continuam na Unicamp ou se já

foram transferidos para outra

unidade, ou mesmo retirados do

pais.

Chacota. Nenhuma das supostas pessoas envolidas na versão montada pelos ufologos deram crédito a ela. A direção do hospital onde os alienigenas teriam ficado, da Policia Militar, além do comando da Esa e, principalmente, Badan Palhares, sempre trataram o caso em tom de chacota.

A epoca os ufólogos deram os nomes dos militares envolvidos na operação. O comando da Esa teve a chance de desmoralizá-los. Bastaria comprovar, através das ordens internas de serviço, onde esses militares estavam no dia e hora da operação. No entanto, se limitou a negar o caso em um comunicado à imprensa de cinco linhas.

Liliane de Fátima Silva, uma das duas irmãs que teriam visto o

## Comercio

# O negócio ET

A existência ou não dos et's de Varginha não passa de suposição até agora. Por enquanto, só o que existe de concreto sobre a história é o comércio que surgiu a partir da exploração da imagem do alienígena. Comércio que já rompeu as fronteiras de Varginha.

A Nova Dampex,

estamparia de São Paulo que

está na mercado há 15 anos,

está produzindo transfers de

camisetas com ilustrações do

et de Varginha. Começou há

quatro meses. Hoje, a estampa

já é uma das dez mais

vendidas do catálogo da

empresa, segundo a assistente

de vendas, Márcia Sergina.

"Nós já estamos produzindo outros dois modelos de desenho. Está saindo muito bem", afirmou ela.

Em Varginha, o protético Mauri Bonfim Gabriel percebeu que poderia ganhar dinheiro com o imaginário do et logo um mês após o caso. Começou a produzir pequenas estatuetas do et em gesso para vender como souvenirs. "Já vendi mais de mil, inclusive para turistas da Alemanha, Estados Unidos, Portugal, Itália e França", diz ele.

Gabriel está esculpido agora et's em madeira, com altura de até 1,5 metro. Faz também um quadro de madeira em relevo. "A idéia e fotografar e, a partir da foto, produzir um cartão postal".

pela imagem do suposto et, que ela afirma estar ainda nitida na sua memória, mas também pelo caos que virou sua vida logo depois.

"Eu precisei mudar da escola onde estudei desde criança. Nem mesmo os professores resistiam em perguntar. Além deter de passar o tempo todo falando do caso, tinham as brincadeiras de mau gosto", diz ela.

Hoje, Liliane trabalha como

secretária do ufólogo Ubirajara

Pedrinec. "La firma que no

assédio melhorou, "mas nunca

acaba". Mais de um ano depois

do caso, ela diz que não consegue

esquecer da imagem do suposto

alienigena. "Passei uns quatro

meses sem dormir direito. Eu

fiquei a menos de quinze metros

dele, pude vê-lo da altura dos

pés até a cabeça. O que mais me

assustou e assusta eram seus

grandes olhos vermelhos, como

se estivesses cheios de sangue",

diz.

por Claudia Tavares

"CarnaET". Varginha, que este ano não vai ter carnaval de rua, já garantiu pelo menos o carnaval do et. Um dos clubes da cidade vai promover o "Carna ET". Os foliões melhor caracterizados como o

EXPORTAÇÃO O protético

Mauri Bonfim, que já vendeu

mais de mil miniaturas do ET,

inclusive para turistas europeus

alienigena vão ganhar

prémios.

No ultimo natal, no lugar da tradicional imagem do velhinho, Papai Noel foi substituído pelo et nas decorações das lojas. A própria Associação Comercial embarcou. Onome da campanha de Natal, criada por uma agência de publicidade, foi "Natal ET Legal".

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