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This is volume 1 of Autos Findos 908/1997, a military police inquiry (IPM No. 18/97) opened on 29 January 1997 by the commander of the Brazilian Army's Escola de Sargentos das Armas in Três Corações. The inquiry targeted the book "Incidente em Varginha" by Vitório Pacaccini and Maxs Portes, which an officer said spread false claims harmful to the Armed Forces. The volume includes a May 1996 sindicância in which soldiers testified that nothing unusual happened when EsSA trucks traveled to Varginha for routine maintenance, along with pages copied from the book.
“Marco Antonio Petit”12 pages
## INTRODUÇÃO ## Por Ubirajara F. Rodrigues No sábado em que a captura do ET ocorreu, dia 20 de janeiro, eu não estava em Varginha. No dia seguinte, 21, cheguei à cidade por volta das 10h30 da manhã e recebi o telefonema do proprietário de uma loja no centro da cidade, Sr. Milton. Ele perguntou se eu já estava sabendo do que havia acontecido no dia anterior e me disse que "... umas meninas haviam visto um bicho estranho, algo como um monstrinho ". Motivado pela informação, pelas 14h00 do mesmo dia resolvi investigar. Comecei a rodar por alguns bairros da cidade e encontrei algumas pessoas que caminhavam pela rua. A elas, perguntei se tinham ouvido falar do assunto. Algumas disseram apenas que sabiam que umas meninas tinham visto um monstrinho, um capetinha ou algo assim. E tudo ficou nisso. Naquela mesma noite, recebi notícias de que o boato já estava espalhado pela cidade, quando liguei para Milton e pedi mais alguns detalhes. Ele afirmou não saber de mais nada, mas disse que uma secretária de sua loja teria mais informações. Quando a procurei, vi que não sabia de mais nenhum detalhe, mas conhecia as pessoas que tinham visto o estranho ser, o que me levou, então, até as meninas envolvidas na observação. Elas moram na Rua Tapajós, num bairro de Varginha, para onde me dirigi. Tentei conhecer seu paradeiro exato, perguntando À dona de uma lojinha se conhecia as meninas e se sabia algo sobre o boato que, a essa altura, tomava corpo ainda maior. A comerciante respondeu que não só as conhecia, como pôde tambem observar o movimento no bairro em função do caso. Essa senhora disse ser amiga de Luisa (a mãe das meninas) e soube que as filhas chegaram apavoradas em casa, no meio daquela tarde. Estavam gritando, chorando e tremendo. Elas teriam avistado algo muito feio. Por coincidência, naquele dia, a irmã da lojista passava de carro e levou Luisa ao local onde foi avistada a criatura, para ver se havia algum vestigio. Enquanto isso, os boatos continuavam correndo pela cidade. Algumas pessoas já diziam que a criatura havia sido capturada e levada ao Hospital Regional, que era muito barriguda, parecia estar grávida e emitia um ruido, parecendo chorar. Foi então que comecei a me interessar pelo caso, pois vi que valia a pena investigá-lo
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