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This is volume 1 of Autos Findos 908/1997, a military police inquiry (IPM No. 18/97) opened on 29 January 1997 by the commander of the Brazilian Army's Escola de Sargentos das Armas in Três Corações. The inquiry targeted the book "Incidente em Varginha" by Vitório Pacaccini and Maxs Portes, which an officer said spread false claims harmful to the Armed Forces. The volume includes a May 1996 sindicância in which soldiers testified that nothing unusual happened when EsSA trucks traveled to Varginha for routine maintenance, along with pages copied from the book.
“Irene Granchi”9 pages
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Apesar disso tinhamos conseguido muitas informações com mais teste- munhas envolvidas e novas narrativas. Arredou-se da porta trancando-a por dentro, deixando-nos - Ubirajara e eu - do lado de fora. Preferimos recuar. Admoestá-las seria terminar com a possibilidade, quem sabe, da moça, um outro dia, resolver contar? — De jeito nenhum, doutor. Minha filha trabalha em casa de patrão mi-litar e mexer com esse povo de farda a gente tem muito medo. Ai ela perde o em-prego e ainda leva um castigo pra rua. O senhor me desculpa, mas não vou deixar ela falar o senhor, não. De jeito maneira mesmo é ela esquecer essas doiduras de ter avistado uns monstrinhos e o doutor nem lembrar que veio aqui. Fomos a Alfenas e entramos em contato com a "Dagmar", mãe da "Lindaura" - testemunha ocular da existência do video com as criaturas. Mas ela se esquivou de todas as maneiras quando pedi que a filha nos desse seu testemunho. A princípio pode parcer confuso esse valvém de pessoas aqui não identificadas. No entanto, como é necessário preservar as nossas testemunhas, cremos estar sendo compreendidos no esforço de trazer a público o resultado dos nossos trabalhos de pesquisas, procurando elucidar como ocorreu, de verdade, todo o emaranhado do *incidente em Varginha* e sua trama para a elucidação dos fatos. A paecíência e a curiosidade sempre foram os principais requisitos de um ufólogo, se são nas trilhas das pesquisas que o árduo caminhão pode ir aos poucos tornando-se numa avenida de completo entendimento. A tudo isso soma-se o fato de não estarmos querendo provar a existência e extraterrestres e de seus objetos voadores. Jamais coube à Ufologia provar isso. A nossa intenção é mostrar que se não fosse exatamente o emaranhado do disse-que-disse, do-ouvi-contar e de-alguem-que-conhece-alguem – devido ao medo individual do ridiculo –, não conseguiriam descartar o horizonte dos fatos para todas as pessoas, desejosos por fazê-las entender a necessidade de nos prepararmos melhor psicologicamente para compreendermos certos fenômenos que vêm ocorrendo neste mundo de que fazem partes. Um dia, ela telefonou para a mãe, em Alfenas, muito nervosa e agitada, para contar que, ao fazer o serviço normal de faxina, viu o patrão-militar reunido na sala com outros dois ou três amigos tambem militares. Ao fazer o serviço nos quartos, de um deles, por curiosidade de uma olhada pela fresta da porta no que eles estavam assistindo na televisão. Era um video mostrando duas criaturas, que ela imediatamente associou serem as mesmas já comentadissimas na cidade e mencionadas nos jornais e tevês. Segundo a explicação da "Lindaura", eram duas criaturas horríveis, onde uma parecia estar numa espécie de tanque cheio de água e comia uma fruta. A outra, deitada noutrou tanque com água, parecia morta porque não se mexia. Contou para a mãe, nem haver dormido à noite de tanto pavor. "Dagmar" recomendou que se aquietasse, guardando segredo, pois estava em casa de militar, e sabendo de coisa onde fora chamada, corria o risco de ser mandada embora, ainda mais bisbilhotando a vida dos patrões. Mas, ao mesmo tempo, conversou com a patroa – irma desse senhor que nos contava isso. Dos dois senhores que nos haviam procurado à noite na casa do Ubi rajara, aparentando 45 a 50 anos, um disse conhecer um amigo que deu carona a um militar. Este militar é o dos R$ 3 mil em dinheiro. O outro contou-nos um fato muito importante, dito pela irma dele, residente em Alfenas, cuja empregada doméstica, "Dagmar", tem uma filha, "Lindaura", trabalhando na casa de um militar em Vargilha
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