Documents / Document
This is volume 1 of Autos Findos 908/1997, a military police inquiry (IPM No. 18/97) opened on 29 January 1997 by the commander of the Brazilian Army's Escola de Sargentos das Armas in Três Corações. The inquiry targeted the book "Incidente em Varginha" by Vitório Pacaccini and Maxs Portes, which an officer said spread false claims harmful to the Armed Forces. The volume includes a May 1996 sindicância in which soldiers testified that nothing unusual happened when EsSA trucks traveled to Varginha for routine maintenance, along with pages copied from the book.
“Anderson”1 page
Read from the scan by GLM-OCR; expect the odd misread word.
Percebendo inúteis as nossas tentativas, resolvemos pedir desculpas pelo incómodo. Agradecemos-lhe, deixamos a moça onde ela reside e viajamos de retorno a Varginha. Encontramos Ubirajara em casa. Ao perguntar se houve novidade, Petry ligou o gravador e foi uma risadaria sem par. Olhos lacrimejantes. Mãos nas barrígas ...e um momento raro de descontração há tempos não nos acontecendo. De qualquer forma valeu. E muito! Mas cle prosseguia negando com certa pompa no falar, muito bem articulado na desconversação. E o hilário estava por vir: nós all, em busca de informação, começando a temer com o termino da fita rodando e que, ao desligar automaticamente, fizesse barulho. O Petry marcou no relógio seu tempo de animento. E se preparando para o pior, inicou uma tosse acompanhada de insistente limpação de garganta, ao aguardo de que a fita terminasse. Tossia, limpava a garganta e passava a mão no peito. Vontade de rir eu tive, muita, mas contornava o riso, frente ao militar se fazendo de sério, sisudo, pernóstico até. Outra tossida do Petry, a mão no peito novamente e o gravador desligado. Alivio geral! E quanto mais negava, mais evidente era a mentira. A moça comentou que ela escutara, que a mãe também, e outras multas pessoas presentes na festinha. crrado. - Entendi não! - retrucou a moça. olhando para ele e escondendo um riso frouxo, percebendo-o mentindo. Pacientemente expliquei a ele sobre o nosso trabalho, a pesquisa ufológica, o anonimato das testemunhas. Nós, ali, buscávamos a verdade. E fui incisivo ao dizer, olhando-o nos olhos, que ele também poderia nos contar o que sabia porque tinhamos certeza do seu conhecimento através de outros militares que haviam deposito para nós. Além do mais, a moça ao nosso lado havia-o escutado dizer sobre a captura. Educadamente revidei que não era bem assim porque ele mesmo, em uma festinha de poucos dias passados, havia mencionado, na presença de multas pessoas, que o caso da criatura era verdade! Olhou-me com acanhamento, mas ainda assim tentou se articular com aquelas expressões do meio militar – negativo, positivo, ultima forma – deixar transparecer para um leigo e não para nós, o quanto-estava orientado para sair-se bem de "situações de risco". Perguntou se a nossa conversa estava sendo gravada. Disse que não precisava se preocupar com isso porque, mesmo gravando, a nossa intenção jamais seria a de prejudica-lo. Ainda assim estava temcroso de represalías por parte da corporação. Criticou o Ubirajara - porque até aquecle momento era o único nome que ele sabia, na sua desinformação, alegando que o mesmo queria fazer successo com o caso, na tentativa de alardear um asssunto que não tinha nada de verdadeiro! ## Neste momento, o Petry ligou o minúsculo gravador no bolso da sua camisa, na intenção de colher todas as nossas falas. Atendeu-nos visivelmente constrangido. abrindo a porta e se desculpando por haver dormido aquela hora devido ao cansaço do dia no quartel. Convidou-nos a entrar e, na sala, fiz as apresentações como se fossem professores: do Rio de Janeiro, de São Paulo, e eu, de Belo Horizonte. Fiquei receoso de sermos reconhecidos devido às grandes reportagens que haviam circulado nos periódicos da sernara, trazendo minha foto como a de Claudeir, além de minha presenta em reportagens da televisão. Anunciei a nossa intenção de ouvi-lo, mas antes me alonguei um pouco expondo os boatos sobre a criatura e as ocorrências em torno da sua captura. Chegamos à rua escura e sem calçamentos. Não havia campanhia, mas um cachorro acorrentado latia incessantemente. Por várias vezes bati na porta e gritel o nome do militar. Afé que que maus acendeu e pude avistar o rosto dele um tanto assustado ao olhar-nos, reconhecendo a moça no nosso lado. Disse-lhe não querer incomodá-lo, mas estâvamos necessitados do trocar um mas idéias com ele. Encontramos a moça e dissemos que a mãe dela nos dera o endereço. Ela achou melhor que fôssemos mais tarde da noite para não sermos vistos. Ante a concordância e nossa explicações a que viemos, pedimos a filha para nos levar à casa do militar. Aproveitando o tempo livre teriamos, demos uma volta pela cidade, rodeando a ESA e seguimos para o jantar em casa de minha mãe. Perto do anoitecer, decidimos viajar a Três Corações para falar com a moça. Ubirajara não pede ir em virtude de outros compromissos. Fomos somente Petry. Claudeir e eu. Explicamos que seríamos o mais discretos possivel. — Eu sei. É pela carruagem que a gente sabe quem vem dentro. E os enhores são gente fina, ué. Escreve af o endereço! Logo após esse contato fomos para a casa da advogada, amiga do Ubira jara, conversar com a mãe da moça, que estava a par dos acontecimentos. — Os senhores podem ir falar com ela, sim, uai! Vejão problema, não. presença. Num repente a advogada nos convidou para ir até sua casa, alegando ser mais fácil o nosso diálogo com a empregada. Neste momento, foi possível conversar com a autoridade judicial que estavamos aguardando. Após as apresentações, Claudeir Covo e Petry ouviram a confirmação da confirmação de que a criatura fora realmente levada para o Posto de Saúde c, depois, ao Hospital Regional.
Document, cited by the archive. The PDF is mirrored here; the original link is above. The text was read from the page images by GLM-OCR; expect the odd misread word. 208 pages are in the text index: search them above, or from the library's search.