Documents / Document
This is volume 1 of Autos Findos 908/1997, a military police inquiry (IPM No. 18/97) opened on 29 January 1997 by the commander of the Brazilian Army's Escola de Sargentos das Armas in Três Corações. The inquiry targeted the book "Incidente em Varginha" by Vitório Pacaccini and Maxs Portes, which an officer said spread false claims harmful to the Armed Forces. The volume includes a May 1996 sindicância in which soldiers testified that nothing unusual happened when EsSA trucks traveled to Varginha for routine maintenance, along with pages copied from the book.
“Anderson”1 page
Read from the scan by GLM-OCR; expect the odd misread word.
tico, tambem da nossa inteira confiança. Agora, o que desejo de voce é apresenta- lo a eles dois. — Prometo. Acontece que você, estando com nós três, será mais fácil para todos retirarmos da fita somente o permitido por você ou, se a gente não conseguir, você gravará novamente e a seu modo, entende? Por um tempo não respondeu. Ficou a contemplar a luz do poste do outro lado da rua. Quando voltou a olhar-me, disse: ## = Pode falar com eles que eu concordo. - De que outra forma? Por favor! Amanhã a turma da televisão volta — Olha, confiei em você e até agora não tenho razão para não conflar. Se está dizendo que são pessoas de sua conflança, concordo. É onde vai ser o encosto? Pedi que trocasse de roupa e entrasse no carro. Fomos para outro local e liguei para a casa do Ubirajara. Quem atendeu foi a sempre paciente Angélica, na costumeira delicadecia ao telefone, informando o restaurante onde Ubirajara e Petry estavam jantando. Que eu ligasse para o celular dele. Ao atender disse-lhe que $\alpha$ onça ia beber água - jargão dos ufólogos informando que alguém iria fazer alguma importante revelação. Combinamos de encontrar-nos em meia hora num determinado lugar em Três Corações, inteiramente reservado para que ambos ficassem defronte da emtestemhua militar. Chegaram em vinte minutos e dela ouviram exatamente o mesmo que haviam escutado naqueles 42 minutos de fita gravada por mim. Tão impressionados ficavam a cada resposta quanto mais resolviam inquirir o militar. Na clareza das minücias com que ele se dispunha a estender ao máximo na intenção de dirimir quaisquer duvidas, mais nos encantava. E durante quase duas horas puderam concluir o quanto era sério e grave o ocorrido em Varginha naquele dia 20 de janeiro, principalmente porque ali estava a confissão de quem havia tomado conhecimento do envolvimento direto na captura, às 10h30, da primeira criatura até então envolta numa rede... de grandes mistérios - desde sua prisão e destino. — O que? - assustou-se. — Calma. Calma! - tranquilizei-o. — Vou usar somente alguns pequenos trechos e assim mesmo alterando a sua voz. Ninguém saberá que é voce. — Nossa Senhora, que susto, homem! - confessou aliviado. — Mas agora preciso de sua ajuda novamente. estava em inimação compreendida. Ao ficar sozinho no carro, de retorno à casa de minha mãe, imaginei a surpresa que teriam eles dois quando me vissem domingo, no Funtástico. Mas foi muito pouco o imaginado. Soube, tempos depois que, naquele domingo, o militar apareceu hêbado, após a exibição do Funtástico, na casa do conhecido de meu amigo xingando com todos os possíveis e inimagináveis palavrões o ufólogo... que fora à casa dele. Antes de guardar o carro ainda fiquei parado um pouco defronte à gara- gem. Conclui ser necessário procurar o primeiro militar já entrevistado por mim. Julguei encontrá-lo em casa àquela hora. mesmo sendo noite de sexta-feira e fosse ele solteiro. Como reside afastado de onde eu estava, ainda assim resolvi arriscar. A casa estava toda no escuro. Bati na porta algumas vezes chamando por ele. Guase a desistir, percebi a janela se abrindo e era ele um tanto desconfiado e sem acender luz alguma. Sorriu ao perceber que era eu. — Vim avisá-lo de que a gravação que fizemos com você, vou usá-la no Praetoriel — O que e? — Dei a minha palavra de não revelar quem évoce e vou cumprir sempre. Acontece que tenho um parceiro de total confiança e estamos trabalhando juntos nas investigações. É advogado em Varginha. Junto com ele está o editor do Fantás Nao? - interrogue — De jeito nenhum (Ficarla nas mãos do servico secreto e de altas pa- tentes. Eles é que iriam filmar e fotografar tudo com os equipamentos de uso deles. Não iriam chamar um setor comum igual ao nosso, porque o quartel inteiro ficaria sabendo. Mas sabe o que eu acho disso tudo? — Se fosse verdade, você que cuida dos videos na ESA teria tomado conhecimento. E como não o chamaram é porque não houve nada para ser filmado — disse ao militar na tentativa de que ele nos dissesse o que sabia. — A verdade não é bem assim — comentou, terminando de beber a cerveja. — Se realmente aconteceu de ter tido algum ET por la, não ia ser eu a filmar, porque ninguém ia ficar sabendo de nada. ## Não? - interroguei. — Nao, nao sei. — Esse negócio é uma grande boataria. Invenção de algum doido. Aproveitei a deixa e, alegando o avançado das horas, além do termino das cervejas, sugeri um encontro num outro dia. Despedimos-nos e conduzi quem estava em minha companhia até onde nos encontramos.
Document, cited by the archive. The PDF is mirrored here; the original link is above. The text was read from the page images by GLM-OCR; expect the odd misread word. 208 pages are in the text index: search them above, or from the library's search.